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Futebol

Venda de Cafu deve render R$ 260 mil ao XV

Jogador piracicabano se transferiu do PFC Ludogorets para o Bordeaux

Jonathan Cafu, atacante do Bordeaux
Cafu vai disputar o Campeonato Francês e encarar o PSG de Neymar (Foto: Michel Lambstein/Divulgação)

A transferência do atacante Jonathan Cafu, que deixou o Ludogorets, da Bulgária, para defender o Bordeaux, da França, agitou os bastidores do XV de Piracicaba. Formado na base do clube, o jogador piracicabano acertou com seu novo time na última terça-feira (8). Embora os valores da transação ainda não tenham sido oficializados, o Nhô Quim terá direito a uma pequena porcentagem do montante por ter participado da formação do atleta. Nesta quarta-feira (9), Ramon Bisson Ferreira, advogado do XV, atendeu a reportagem e deu detalhes sobre a transação.

“O XV de Piracicaba é considerado clube formador do Jonathan Cafu. Ele passou no XV logo no início da carreira, quando tinha 15 anos, e permaneceu menos de um ano por aqui. Rodou alguns clubes, como Rio Claro e Desportivo Brasil, e retornou ao XV ainda na idade de formação. Pelo fato de ter sido formado aqui é que o clube tem direito a uma porcentagem nas transferências internacionais deste atleta. É isso que a partir de agora vamos iniciar os procedimentos de cobrança para o XV receber esses valores”, disse.

De acordo com o advogado, o percentual ao qual o Alvinegro tem direito é pouco superior a 1%. “Pelos cálculos que fizemos, de acordo com o passaporte desportivo do atleta, é de 1,2%, para arredondar. O calculo se faz de acordo com o período em que o atleta ficou aqui. Fizemos a conta do dia a dia que o atleta ficou no XV e foi o número que nós chegamos”, afirmou. Perguntado sobre quanto isso significaria em dinheiro, Ramon se mostrou cauteloso em relação aos números apresentados pela imprensa francesa, que aponta a transferência na casa de 6 milhões de euros, algo em torno de R$ 22 milhões.

Ramon Bisson Ferreira, advogado do XV de Piracicaba

Ramon Bisson Ferreira é  advogado do XV de Piracicaba (Foto: Arquivo/Eduardo Castellari)

“O procedimento tem início com uma notificação do XV informando ao Bordeaux, dizendo que é clube formador, com os documentos, passaporte desportivo, que comprovam que o XV é clube formador. A partir desse momento nós dependemos da boa vontade do Bordeaux. Se o clube já fizer o pagamento de primeira, tranquilo, isso agilizaria muito na transferência do dinheiro. No entanto, se o clube demorar ou se negar a fazer essa transferência, o XV teria que acionar a Fifa, um procedimento um pouco mais demorado”.

O advogado, contudo, é otimista quanto à velocidade da operação. “Pelo que conhecemos do Bordeaux, já sabemos um pouco da conduta deles, não são complicados quanto aos pagamentos de solidariedade. Uma coisa que é importante o torcedor saber, é que existem trâmites burocráticos com relação a câmbio, que também atrasam. Outro destaque é que os valores são pagos de acordo com o pagamento da transferência. Se o Cafu estiver sendo comprado em duas ou três parcelas, as vezes podem ser anuais, o XV vai receber de acordo com o contrato”, finalizou.

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