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Futebol

Vaga ‘extra’ de acesso na A2 não está confirmada

Red Bull Brasil poderia repassar ou vender empresa limitada para investidores

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol
Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da federação, concedeu entrevista nesta quinta-feira (Foto: Rodrigo Corsi/FPF)

O acordo anunciado no início da semana, entre Bragantino e Red Bull Brasil, para gestão do time de Bragança Paulista na Série B do Campeonato Brasileiro, não abrirá, necessariamente, uma terceira vaga de acesso na Série A2 do Paulista. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28) pela FPF (Federação Paulista de Futebol) ao LÍDER. Como o Red Bull Futebol e Entretenimento é uma empresa limitada, existe a possibilidade do repasse ou venda para investidores, o que eliminaria as chances do terceiro colocado da atual Série A2 disputar a elite do futebol paulista em 2020.

A vaga ‘extra’ seria aberta apenas em caso de encerramento total das atividades do Red Bull. A reportagem apurou que o Toro Loko tentará recuperar parte dos R$ 45 milhões que deverão ser investidos na gestão do Bragantino. “Não necessariamente (terceira vaga). O Red Bull é uma limitada. Vocês não poderiam se juntar, comprar a limitada e tocar o Red Bull? Se o dono do Red Bull desligar a chavinha e acabar de vez com o Red Bull, essa chance de terceira vaga de acesso existe. Mas, existe também a possibilidade de repassar para outros investidores o Red Bull”, disse o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.

“Apenas em caso de desistência, (o beneficiado) seria o terceiro colocado da Série A2, isso sem dúvida”, completou o dirigente. De acordo com o Artigo 9º do regulamento da Série A2, sobem para a Série A1 de 2020 os dois times finalistas da competição. “Em caso de não participação de algum Clube classificado […] terá também acesso o Clube que obtiver a terceira melhor campanha no Campeonato Paulista de Futebol Profissional – Primeira Divisão – Série A2 de 2019, dentre os que disputaram a fase semifinal”, diz o texto. O acesso seria concedido apenas no Conselho Técnico para o torneio de 2020.

Perguntado sobre como vê o surgimento do ‘RB Bragantino’, o presidente da federação adotou um tom otimista. “Não sei se é uma fusão. O que foi passado nesse primeiro momento é a gestão de futebol profissional do Bragantino. O Brasil precisa se preparar e ter clubes em condições para receber investidores externos, para que o futebol possa cada vez mais se profissionalizar. Quando uma grande empresa participa da gestão de um clube, ela exige contrapartidas que fazem bem ao futebol. É um passo importante para a melhoria do futebol brasileiro”, finalizou.

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