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Kickboxing

Trio argentino busca conhecimento em Piracicaba

Lutadores de Mar del Plata treinam com o técnico Wilson Teodoro na cidade

Sofia Quiroga, Ezequiel Fernández e Eneas Fernández, lutadores argentinos de kickboxing
Sofia Quiroga, Ezequiel Fernández e Eneas Fernández, lutadores argentinos de kickboxing (Foto: Líder Esportes)

Fábrica de talentos no kickboxing, a academia Company Top Fight tem acordado há quase dois meses com sotaque espanhol e acento argentino. O trio de Mar del Plata, que pertence ao Team Sud Atlantico, é formado pelos irmãos Eneas, 25, e Ezequiel Fernández, 26, além de Sofia Quiroga, 23. Eles permanecem até o fim de semana em Piracicaba, onde realizaram uma série de treinamentos sob a orientação do técnico Wilson Teodoro. Na bagagem, eles levam para casa conhecimento e experiência.

“O nosso objetivo aqui era treinar com atletas de bom nível e Piracicaba tem isso. Ganhamos experiência e assim saímos da rotina, realizamos treinamentos diferentes. Valeu a pena. O mestre Wilson Teodoro nos tratou como filhos, todos nos fizeram sentir em casa”, afirmou Eneas. La Máquina, como é apelidado, é praticante de kickboxing há seis anos e tem no currículo o título de campeão argentino semi-profissional na categoria -60 kg low kicks. “Minha meta é ser campeão profissional e, depois, ensinar o esporte. Para isso, tenho que construir uma carreira sólida”, afirmou.

‘O trabalho aqui é muito bom. Viemos pelo nível do esporte e em busca de conhecimento. Vamos aplicar isso’

O irmão mais velho, Ezequiel, luta há sete anos e soma dois títulos profissionais argentinos, ambos na categoria 62,3 kg, sendo uma conquista no low kicks e a outra no K1. Essa é a segunda vez que Zeque vem a Piracicaba. A primeira foi em 2017. “É uma experiência sempre positiva para somar experiência e aprender. Ficamos aqui cerca de dois meses. No Brasil, vocês têm o WGP, que é o evento top na América Latina. A minha ideia era treinar com pessoas que disputam esse evento, pois busco uma oportunidade”, contou.

Sofia é a mais jovem e a menos experiente do trio. Há quatro anos, ela deu os primeiros passos no kickboxing, mas decidiu competir dois anos atrás. No cartel, são oito lutas, com cinco vitórias. “O trabalho aqui em Piracicaba é muito bom. Viemos pelo nível do esporte e em busca de conhecimento. Vou voltar para a Argentina e aplicar isso. Assim como eles (Ezequiel e Eneas), penso em chegar ao WGP, mas sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer”, disse a lutadora.

RIVALIDADE

Os argentinos vieram ao Brasil para treinar kickboxing, mas, em época de Copa do Mundo, não deixaram de acompanhar a seleção do país. Quando a equipe de Lionel Messi foi eliminada pela França nas oitavas de final, eles não escaparam das gozações. “O pessoal brincou, mas teve muito respeito. Pensei que iriam tirar mais sarro, pois a rivalidade existe (risos)”, disse Ezequiel. “As pessoas aqui não são apaixonadas como pensávamos. Na Argentina, a gente grita mais”, completou Sofia.

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