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Aikidô

Trabalho de expansão ganha adeptos em Limeira

César Rodrigues é responsável por comandar as aulas há quase dois anos

César Rodrigues, aikidoca da Escola Aiki Kaizen
César Rodrigues quer aumentar o número de praticantes em Limeira (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Em agosto, a Escola Aiki Kaizen de Aikidô irá completar dois anos de atividade em Limeira. O trabalho realizado na Academia Perfil Plus reúne atualmente cerca de 15 pessoas, sendo cinco crianças. As aulas acontecem duas vezes por semana e são comandadas pelo aikidoca César Rodrigues, de 28 anos. “Começamos uma vez por semana, depois duas… O grupo adulto aumentou e agora estamos com um grupo infantil. A ideia é expandir, ter mais treinos ainda. O aikidô é muito forte em etiqueta e a gente não conseguia fazer esse trabalho. O objetivo agora é fazer isso de forma mais sólida”, disse.

A difusão passa pelo local em que a arte marcial é praticada: em uma academia de musculação e natação. “A busca é essa. O aikidô não é uma arte marcial conhecidíssima. A nossa ideia é despertar a curiosidade e as coisas estão caminhando. Em um espaço assim, chama a atenção e nós temos feito o trabalho de ‘boca a boca’ para divulgar. Afinal, o perfil de quem procura é muito específico. O nosso objetivo é conseguir fazer treinos todos os dias em Limeira, isso em um futuro não distante. Ainda falta conhecimento, as pessoas ainda não conhecem tanto sobre o aikidô”, afirmou.

O trabalho com as crianças é um dos desafios. Com elas, os cuidados são redobrados. “Para uma criança, a ideia de torção e projeção é muito mais ‘fantasiosa’. Elas estão em uma fase que precisam distinguir o que é permitido ou não. É um trabalho muito mais de formação do que físico”, apontou o professor. César Rodrigues é formado em ciências jurídicas, mas, na prática, tem a vida ligada ao aikidô. Nascido em Capivari, mas criado desde pequeno em Piracicaba, ele começou a praticar a arte japonesa aos 11 anos, pois seu irmão também praticava, mas não era um ‘adepto’ do esporte.

Aos 18 anos, com a viagem do irmão, César ficou com a responsabilidade de cuidar do dojo. “Eu não treinava, fazia apenas o trabalho de limpeza e atendimento. Nesse período, conheci pessoas muito especiais. Na época, eu não conseguia entender a importância do aikidô. Para mim, era Steven Seagal (risos). O que começou a me encantar foi a questão filosófica, a espiritualidade. No fim, estou até hoje. A comunidade do aikidô é muito forte, faz pessoas de diferentes tribos se aceitarem. Isso foi a ideia do fundador: quando ele criou, acreditava nisso. O fato de não competir também contribui”, contou.

A oportunidade em Limeira foi decorrente de uma viagem feita por César, que é graduado como terceiro Dan. Após concluir o ensino superior, ele teve a chance de praticar o aikidô fora no exterior. A vivência despertou uma nova vontade: compartilhar. “Terminei a faculdade em 2015 e treinei aikidô durante um ano fora do país, nos Estados Unidos, em Nova Iorque e São Francisco. Tive contato com pessoas de outras nacionalidades, mas percebi que a ideia do aikidô não mudava. Eu queria compartilhar isso que vivi com outras pessoas. Não digo que é ensinar; penso em espalhar a vivência. Quando voltei, decidimos expandir isso para Limeira e tem dado certo”, concluiu.

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