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Opinião

Totalmente contra

*Capa: RFEF

As principais seleções já divulgaram seus convocados para a Copa do Mundo, que será realizada na Rússia de 14 de junho a 15 de julho. E, como esperado, com muitos jogadores naturalizados, ou seja, atletas que não nasceram nas nações em que irão defender no Mundial. Sem rodeios, dou minha opinião. Sou totalmente contrário a este expediente. Sou favorável, no máximo, a atletas com dupla cidadania, por terem familiares que nasceram no país que pretendem defender. No mais, sou contra.

Pra mim, isso fere a isonomia no esporte, ou seja, pode causar um desnivelamento na disputa. Países com nenhuma tradição no esporte, mas com dinheiro, ‘compram’ jogadores para fazer uma boa campanha. E quem não tem, fica a ver navios… O mais triste, entretanto, é que mesmo potências do futebol, como Espanha ou Itália, por exemplo, fazem isso há tempos. A Azzurra não está na Copa, mas a Fúria sim. E não economizou: convocou logo três brasileiros para a competição: Diego Costa, Rodrigo Moreno e Thiago Alcântara.

Sou romântico, confesso. Sou do tempo em que brasileiro jogava no Brasil, italiano na Itália e russo na Rússia, etc. Acho estranho a situação de ‘jurar’ uma bandeira que não é a sua, cantar outro hino e defender uma nação diferente. Sou bastante nacionalista para achar essa situação normal, mesmo em um mundo globalizado neste nosso tempo pós-moderno. Nos chamados esportes amadores, isso também é considerado ‘normal’. Até meados dos anos 2000, a Prefeitura de São Caetano ‘comprava’ uma seleção inteira de atletas olímpicos para participar dos Jogos Abertos do Interior. Logicamente, ganhava tudo.

Até Piracicaba já fez isso. Lembro-me que, em 2008, quando sediou a ‘Olimpíada Caipira’, a cidade contratou um time inteiro de basquete de fora. Ninguém os conhecia. E eles também. Não sabiam sequer como chegar ao centro da cidade. Vamos ver até quando isso vai. Sabemos que, infelizmente, em muitos casos, essa naturalização em certas seleções envolve dinheiro. Mas, enquanto os responsáveis por redigirem as leis aceitarem essa situação, paciência. Temos de aceitá-las, mesmo não concordando.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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