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Opinião

Todos erraram

*Capa: Ivan Storti/Santos

O Santos foi eliminado na Libertadores da pior maneira possível: no tapetão. É uma verdade. Porém, no caso Carlos Sanchez, a única vítima é a torcida alvinegra. Não há mocinhos nesta história. A culpa é da Conmebol, que não é eficiente com as informações sobre os jogadores; mas também do clube, que provou não ter zelo em seu departamento de futebol.

Acrescenta-se aí a omissão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que não está nem aí para seu clube filiado e não fez nada para ajudar o Peixe, uma das mais importantes equipes do mundo. E a falha do próprio atleta, que não comunicou o Alvinegro Praiano de sua suspensão ainda da época em que atuava no River Plate, da Argentina. Mas o foco recai sobre os responsáveis pelo futebol do time da Vila Belmiro. Chega a ser patética a tentativa da diretoria santista de jogar a responsabilidade para o tal de Comet, o sistema da Conmebol que mostra a situação dos jogadores que participam dos torneios sul-americanos.

Depois desse problema, foi revelado que todos ou quase todos os clubes de nosso continente não confiam nesse sistema. Os times têm como praxe ir direto à fonte, ou seja, se comunicam com a Conmebol para ter certeza de que os jogadores estão em condições de jogo. O Santos foi varzeano, amador. Amadorismo não cabe no futebol tão competitivo de hoje. Não tem desculpa. O próprio técnico Cuca não perdoou a grave falha e soltou o verbo, definindo como ‘falha grave’ do Alvinegro. E nem foi demitido pela diretoria, prova de que está com a razão em sua fala.

Que essa situação bizarra sirva de lição. Embora a diretora teime em dizer que vai ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) tentar reverter essa eliminação, nada vai trazer de volta a vaga do Santos. Então, que pelo menos o clube aprenda com isso. Um time com a grandeza do Peixe não pode ser gerido de qualquer maneira.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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