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Superliga vira motivação para elenco da Apiv

Após três cirurgias no joelho, líbero Ohana quer ajudar a equipe em 2016

Ohana, líbero da equipe feminina de voleibol da Apiv Piracicaba
Ohana está em fase final de recuperação: 'Superliga B é motivação' (Foto: Líder Esportes)

A chance inédita de disputar a Série B da Superliga 2016/2017 trouxe mais motivação para o elenco feminino da Apiv/Amhpla/Unimep/Selam (Associação Piracicabana de Voleibol). A oportunidade é encarada como ‘especial’ pela líbero Ohana. Aos 25 anos, a atleta está na reta final de recuperação de uma série de lesões no joelho esquerdo – foram três cirurgias após ruptura do ligamento cruzado e menisco, além de duas fibroses. As contusões prejudicaram bastante a carreira de Ohana, que em quatro anos de Piracicaba, conseguiu entrar em quadra apenas duas vezes. Nada que diminua a ambição da líbero, cujo prazo para retornar aos treinos é de três meses.

Ohana saiu de casa em Porto Seguro (BA) aos 12 anos e chegou a disputar a Superliga da Suíça

“Eu tenho trabalhado minha cabeça desde que me machuquei, é um processo muito difícil, mas tive apoio de toda a comissão técnica. Acho que jogar vôlei é igual andar de bicicleta. Vou dar uma ‘cambaleada’ no começo, mas é normal e depois vai dar certo. A confiança eu vou recuperar aos poucos nos treinamentos. Aqui, a pressão é sempre como se fosse o último ponto do último set. A atmosfera de jogar vai dar um frio na barriga, mas, se não sentir, é porque estou na profissão errada. Tenho experiência suficiente para acelerar o processo”, disse a jogadora.

Natural de Porto Seguro (BA), Ohana saiu de casa aos 12 anos para tentar a sorte em São Caetano do Sul, onde foi aprovada logo no primeiro teste. Foram sete anos nas divisões de base do clube do ABC – no período, ela foi convocada pela seleção brasileira infanto-juvenil em 2006 e 2007.  A líbero ainda defendeu Taboão da Serra e Araraquara antes de chegar a Piracicaba. Contratada pela Apiv em dezembro de 2012, Ohana acumula ainda uma experiência internacional no currículo: ela disputou a Superliga da Suíça na temporada 2009/2010 pelo Aesch Pfeffingen-SUI. O próximo objetivo é participar do principal campeonato do Brasil.

“A Liga B é o reconhecimento do trabalho feito na cidade, uma ótima notícia para a Apiv. A gente trabalha muito, o pessoal é sério, todo mundo se dedica.  Não é fácil a situação do esporte, principalmente com a crise econômica. Todo mundo está motivado”, afirmou. “A meta é jogar a Superliga. É o que eu almejo. Quero absorver tudo que eu puder. Todo atleta quer viver do esporte. Viver, não sobreviver, pois a gente ama isso. A jogadora com menos tempo de vôlei aqui (Apiv) deve ter oito, nove anos de quadra. Eu tenho 14 anos de vôlei. Quando eu saí de casa, eu tinha 12. É uma vida”, completou a jogadora.

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