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Opinião

Só você, Palmeiras!

*Capa: Cesar Greco/Palmeiras

Hoje, não tem jeito. Não dá para falar outra coisa senão (mais uma!) eliminação do Palmeiras na Libertadores. Desculpe-me, leitor amigo, mas o meu lado de torcedor muitas vezes vai transcender o de jornalista nas próximas linhas do texto. Dizem que o clube mais azarado do Brasil é o Botafogo. Os mais antigos dizem que tudo acontece no Glorioso. Entretanto, o tempo que tenho de arquibancada e redação me permite afirmar que também “tem coisas que só acontecem no Palmeiras”.

A saber: eliminações para ASA de Arapiraca, Bragantino, Santo André e XV de Jaú. Perda de título para a Inter de Limeira. Não, eu não quero comparar esses clubes com o Grêmio, mas que a eliminação diante do Imortal foi doída, foi. São marcas negativas na rica história alviverde, derrotas traumáticas.

Estávamos em 1985, e o Palmeiras precisava somente do empate para chegar às semifinais do Paulista daquele ano. Mas conseguiu perder para o time de Jaú, em pleno Palestra Itália, por 3×2, numa tarde chuvosa de domingo. Lembro-me muito bem: tinha 12 anos, ‘via’ o jogo e sofria pela Rádio Globo. No final, quem levou a taça foi o São Paulo, com os ‘Menudos de Cilinho’. Um ano depois, a tragédia. O Palmeiras, num jejum de títulos, perdeu o Paulistão em pleno Morumbi para a Inter de Limeira, do técnico Pepe.

Passaram mais quatro anos e o Palmeiras, dirigido pelo técnico Emerson Leão, chegava invicto ao duelo contra o Bragantino. Mas caiu por 3×0 para o Massa Bruta, que levantou a taça em 1990, na final caipira contra o Novorizontino. Mas, não é só. Qual o palmeirense que não se lembra da Copa do Brasil de 2004? Eliminado pelo Santo André em casa. Finalmente, em 2002, ano da queda para a Série B do Brasileiro, o Palmeiras caiu diante do ASA de Arapiraca no Palestra Itália, pela Copa do Brasil.

Logicamente, o clube é gigante e suas glórias são infinitas. Na semana dos 105 anos, gostaria de escrever algumas passagens lindas dentro da longa ficha de conquistas do Verdão. Mas a derrota para o Grêmio machucou muito o coração alviverde. Parabéns ao Imortal, que segue forte na luta pela quarta estrela da Libertadores. Quanto ao Palmeiras, o time segue com Felipão, que teria pedido demissão após a eliminação do torneio sul-americano, mas não foi aceito pela diretoria. “O Brasileiro é obrigação”, diz a torcida. Como é obrigação também para São Paulo, Santos, Corinthians, Flamengo e etc. Resta-nos esperar para ver.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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