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Opinião

Sem surpresas

*Capa: Leonardo Moniz/Líder Esportes

Não houve surpresa. Não teve disputa, como em 2018. Rodolfo Geraldi é o novo presidente do XV de Piracicaba. Substitui Arnaldo Bortoletto, que nunca teve o tempo necessário para dirigir o clube. Bortoletto, agora vice, ocupará papel secundário, mas importante. Sábia decisão. Aos 69 anos, Geraldi recebeu 37 votos dos 38 conselheiros que compareceram ontem (11) ao Ginásio Municipal Waldemar Blatkauskas. O mandato é de dois anos, período que julgo curto, limitado, e que deveria ter protagonismo na pauta para a reforma do estatuto.

No primeiro ato simbólico como mandatário da diretoria executiva, Geraldi, que deixou a presidência do Conselho Deliberativo, repetiu o correto e protocolar discurso de “orgulho e honra por assumir cargo de tamanha grandeza e responsabilidade”. Entre as prioridades citadas pelo engenheiro agrônomo, figuram a estrutura física e as categorias de formação. O futebol profissional, óbvio, seguirá sendo o carro-chefe. Geraldi sabe que a gestão será avaliada, em boa medida, pela consecução dos objetivos no campo – leia-se o acesso à elite do futebol estadual e a volta ao cenário nacional.

A troca de comando será sensível ao clube. Geraldi é homem de absoluta confiança da Raízen, patrocinadora máster do XV de Piracicaba. Fala pouco e cobra bastante, o que é positivo. Terá o desafio de desenvolver a habilidade da comunicação, o que vejo como fundamental para emanar transparência, e isso não é uma crítica – apenas uma constatação que o próprio presidente me confessou. Vejo-o preparado para o cargo desde o dia 8 de outubro, quando conversamos por 11 minutos. “Não é uma aventura. Não quero assumir o XV na emoção e depois tirar o pé. Se eu participar do processo, farei com o foco para dar tudo que eu puder para a instituição”, garantiu, por telefone. Gostei.

O desafio é gigante. O XV precisa sair da inércia, precisa reconectar com Piracicaba. É decepcionante a informação de que apenas 385 sócios estavam aptos a votar nas eleições para o Conselho Deliberativo – e que só 136 exerceram o direito. A representatividade do clube é maior do que isso. O pleito para a diretoria executiva, verdade seja dita, teve participação ativa dos conselheiros. Amadurecimento.

Faltou apenas homenagear a exceção: o XV de Piracicaba agora tem 15 conselheiros vitalícios. Armando Thomaziello é o primeiro – e único – na história quinzista a conquistar o status após três mandatos eletivos, ou seja, são 144 meses consecutivos na função. Algo que deveria ser digno de menção.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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