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Retomada do vôlei adaptado emociona praticantes na Vila Rezende

Aulas realizadas pelo Programa de Atividades Motoras da Selam são gratuitas e acontecem duas vezes por semana

Aula de Vôlei Adaptado no Ginásio Municipal Felício Maluf
As aulas de vôlei adaptado acontecem no Ginásio Municipal Felício Maluf (Foto: Selam/Divulgação)

Depois de um ano e meio paralisado devido à pandemia da Covid-19, o vôlei adaptado está de volta ao Ginásio Municipal Felício Maluf, na Vila Rezende. As aulas, realizadas pelo Programa de Atividades Motoras (PAM) da Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (Selam), são gratuitas e acontecem às terças e quintas-feiras, em três horários: às 14h para as mulheres, às 15h para os homens e às 16h15 para os iniciantes, em turmas mistas. Podem participar as pessoas com idade a partir dos 50 anos. Para se inscrever, basta ir ao ginásio nos dias e horários indicados.

As atividades têm duração de uma hora e começam com um breve aquecimento, seguido pelo treinamento de fundamentos e situações de jogo. “Nós ainda não estamos focando tanto no coletivo, pois a atividade física da maioria dos alunos foi reduzida por conta da pandemia e a retomada precisa ser gradual. As dinâmicas de jogo, como situações de recepção, ataque ou o próprio saque, são realizadas de forma mais leve”, contou Renata Ganciar dos Santos, professora da modalidade desde 2009.

Renata Ganciar dos Santos, professora de vôlei adaptado da Selam

Renata Ganciar dos Santos é a professora responsável pelo vôlei adaptado da Selam (Foto: Divulgação)

A volta às aulas presenciais também é marcada pelos cuidados sanitários. As atividades seguem o protocolo elaborado pela Selam para prevenção ao contágio da Covid-19. Entre as medidas adotadas, estão o uso obrigatório de máscaras, ventilação do espaço de prática, proibição da presença de pessoas que apresentarem sintomas respiratórios, higienização das mãos e utilização de álcool em gel 70%.

“Nós queremos manter o ambiente o mais seguro possível, com o uso obrigatório de máscara durante toda a atividade. Procuramos manter o distanciamento e disponibilizamos álcool em gel 70%. Somos bem rígidos em relação aos protocolos, pois ainda estamos na pandemia”, afirmou Renata, que também destacou o papel social do esporte. “O vôlei adaptado realmente propicia muitos momentos prazerosos e essa parte social é muito importante, cria um vínculo que faz muito bem”, completou.

EMOÇÃO

O anúncio da retomada das atividades presenciais foi recebida com alegrias pelos praticantes. A aposentada Maria de Lurdes Grin, 64, joga vôlei adaptado há oito anos. Para ela, voltar às quadras foi sinônimo de emoção. “Foi muito bom. O vôlei é minha vida, peguei o gosto desde quando comecei. Fazer esporte é muito gostoso. Além disso, poder reencontrar as amigas também foi uma grande alegria, muitos ficaram totalmente isolados. Não tenho muitas palavras para dizer quanto é importante voltar a treinar. Ficar ‘paradona’ em casa assistindo televisão não é vida!”, falou.

Jacira Vitti, aluna de vôlei adaptado da Selam

Jacira Vitti é aluna de vôlei adaptado da Selam há 11 anos: ‘Eu amo as atividades’ (Foto: Divulgação)

Na modalidade há 11 anos, a dona de casa Jacira Vitti, 61, definiu o retorno como ‘a melhor coisa que aconteceu’. A praticante apontou os ganhos físicos e mentais como principais benefícios trazidos pelo esporte. “É bom para o corpo e para a cabeça. Não aguentava mais esperar. Ver de novo as amigas foi uma emoção muito grande, a melhor coisa da minha vida. Nesse período em casa, recebemos aulas online e eu fazia quase todos os dias, isso ajudou bastante, nos sentimos valorizados pela professora Renata. Esse trato humano tem muito valor, somos tratados bem independente de jogar bem ou não. O que importa é mexer o corpo”, disse.

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