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Kickboxing

Recordista, Piá ‘dispensa’ folga e pensa no Pan

Após Copa do Brasil e Jogos Abertos, atleta quer fechar ano com novo título

Gustavo Piacentini, atleta de kickboxing
Piacentini exibe as medalhas da Copa do Brasil e dos Jogos Abertos do Interior: boa fase (Foto: Líder Esportes)

Gustavo Piacentini está feliz. O tetracampeonato da Copa do Brasil e o sexto título dos Jogos Abertos do Interior, recorde absoluto na história do evento, conquistados neste mês, devolveram a confiança ao lutador piracicabano, que já pensa em Cancún, mas não para aproveitar as férias. Na paradisíaca cidade mexicana, o atleta piracicabano participa do Campeonato Pan-americano de kickboxing pela primeira vez na carreira. A competição, agendada para outubro, é a mais importante que Piacentini disputará pelo circuito amador em 2016. Motivado, o lutador dispensou a folga e já treina para o Pan – a preparação passa pelo trabalho dos treinadores Wilson Teodoro e Marcos Ribeiro, além do preparador físico Yuri Henrique. Confira a entrevista:

LÍDER: Em 15 dias, foram duas competições e dois títulos importantes. Melhor, impossível.
Exato. Nos Jogos Abertos, eu tive a facilidade de começar nas semifinais por causa do título no ano passado, mas, sinceramente, senti um pouco o ritmo por ter feito duas competições praticamente seguidas, senti cansaço no corpo, não estava respondendo do jeito que aconteceu na Copa do Brasil, por exemplo, quando eu fui muito bem preparado fisicamente. Nos Jogos Abertos, caiu um pouco, é natural, mas eu soube lidar com a situação, mesmo com a parte física desgastada. Estou satisfeito com os dois títulos.

‘Estou pensando em Cancún, sim. Uma medalha lá seria inédita. Tenho um título sul-americano, mas o Pan ainda falta’

LÍDER: O título nos Jogos Abertos foi o sexto na carreira. Em sete participações, você tem seis ouros e uma prata, recorde absoluto na história do evento. Já parou para pensar nestes números?
Sem dúvida, bater um recorde deste tamanho e em uma competição tão expressiva como os Jogos Abertos é muito gratificante. Demora um pouco para cair a ficha sobre o que estou conseguindo, mas não posso deixar isso subir à cabeça. Vou para cada competição que disputo como se fosse a mais importante, independente se eu ganhei duas, três ou seis vezes. Os números são importantes, mas não deixo isso interferir em meu treinamento e na minha preparação para competir.

LÍDER: O que os Jogos Abertos têm de especial?
É uma competição diferente, eu me sinto bem quando disputo os Jogos Abertos. A gente está sempre defendendo a nossa equipe e a nossa cidade nas competições nacionais e internacionais ao longo do ano, mas, quando você vê tantos atletas de tantas modalidades diferentes batalhando por Piracicaba, todo mundo junto, no mesmo ambiente, você percebe o quanto é importante para o esporte da cidade. Isso dá um ânimo para competir. Além disso, nós sabemos o esforço que a Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) faz pelo esporte, é mais um motivo para querer dar algo em troca.

LÍDER: Enfim, chegou a hora de disputar o Pan pela primeira vez. Qual é a expectativa?
Como eu disse no começo do ano, o Pan é o grande foco do circuito amador. Finalmente chegou o momento. Estou ansioso no bom sentido para treinar. Não parei após os Jogos Abertos. Voltei aos treinamentos, claro, com moderação para não sobrecarregar o corpo. Estou pensando em Cancún, sim. Uma medalha lá seria inédita. Tenho um título sul-americano, mas o Pan ainda falta. Não estou me cobrando tanto, vou bem solto para fazer o trabalho que tenho que fazer e trazer essa medalha que espero há tanto tempo.

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