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Quem leva a Glória Eterna?

Palmeiras e Flamengo disputam a final da Copa Libertadores. São os atuais campeões do torneio – os cariocas venceram em 2019 e os paulistas em 2020 -, têm dois dos maiores elencos da América do Sul e são os grandes rivais do Brasil dos últimos anos. De quebra, quem vencer garante o tricampeonato da principal competição do nosso continente. Ingredientes que garantem um grande jogo neste sábado (27), a partir das 17h, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

A imprensa especializada, em geral, coloca o Flamengo como o clube que tem mais chances de levantar a Glória Eterna. Justo. Com mais valores individuais que podem decidir o jogo – Bruno Henrique, Arrascaeta, Gabigol, Michael, entre outros -, o time da Gávea ainda se reforçou na zaga com a vinda do experiente David Luiz para tentar arrumar uma das poucas deficiências do Flamengo.

O Palmeiras aposta no jogo coletivo e na estrela do técnico Abel Ferreira. Estudioso de futebol, o português, na minha visão, é muito mais técnico que o Renato Gaúcho. Enquanto o comandante da equipe carioca é o típico treinador ‘boleirão’, o mister é muito meticuloso em suas decisões, ao mais e fiel estilo de José Mourinho, seu ídolo de vários anos. É um estrategista, sem dúvida.

Em resumo: é o jogo coletivo do Alviverde diante dos valores individuais do Rubro-Negro. Por ser um jogo só, tudo pode acontecer. Quem tiver mais tranquilidade pode levar vantagem nos 90 minutos, que podem chegar a 120 minutos, caso precise do tempo extra. Caso não haja vencedor no tempo normal e na prorrogação, a Glória Eterna será decidida na cobrança de pênaltis.

A busca do título sul-americano também é salvação do ano para os dois clubes. Apesar do título estadual, o Flamengo quer mais. Depois da eliminação na Copa do Brasil e da impossibilidade de ganhar o Brasileirão, sobra a Libertadores. O mesmo para o Palmeiras, que foi vice paulista e deu vexame na Copa do Brasil ao cair em pleno Allianz Parque para o modesto CRB.

A conquista da Copa Libertadores vale a taça de tricampeão, muito dinheiro, prestígio e a classificação para o Mundial de Clubes, além também da disputa da Recopa Sul-Americana. Ao perdedor, muita dor de cabeça. Por isso, esse jogo vale muito. Até mesmo o futuro de seus técnicos; quem perder ficará muito pressionado e dificilmente seguirá o trabalho em 2022.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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