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Quem fica com a taça?

*Capa: CR Flamengo

É hoje o dia de gritar é campeão. Mesmo diante de um Campeonato Brasileiro marcado por essa terrível doença, a Covid-19, nesta quinta-feira (25) será uma noite de celebração para Flamengo ou Internacional. Separados por apenas dois pontos na tabela de classificação, rubro-negros e colorados entram em campo para a batalha final. É um prêmio para as duas equipes que se mostraram mais eficientes até aqui.

Os cariocas chegam como favoritos, obviamente, por terem acumulado mais pontos. Mas não considero que seja questão de tempo para que a taça siga para a Gávea. Embora na dianteira, o Flamengo tem um duelo extremamente complicado contra o São Paulo, no Morumbi. Os paulistas estão com o orgulho ferido e, apesar da péssima fase vivida em 2021, vão fazer de tudo para que o técnico Rogério Ceni, eterno ídolo tricolor, não dê a volta olímpica em seus domínios.

No outro lado, os gaúchos recebem o Corinthians que, já sem a mínima motivação na competição, apenas cumpre tabela. Atuando no Beira-Rio contra um rival totalmente desinteressado, a chance de obter os três pontos me parece mais plausível para os comandados do técnico Abel Braga. É nisso que o torcedor colorado se agarra para acreditar muito na conquista do título brasileiro após mais de quatro décadas de espera.

Se fizer a lição de casa, o Internacional pulará para 72 pontos ganhos. Com isso, o Flamengo teria necessariamente de ganhar do São Paulo para chegar aos 74 pontos conquistados. O empate, neste cenário, não serviria para o Rubro-Negro, porque também chegaria aos 72 pontos, mas seria vencido no saldo de gols. Perder ou ganhar um campeonato no saldo de gols seria algo incrível (para o vencedor) ou extremamente lamentável (para o derrotado).

Depois de uma análise fria dos times, da pontuação e de seus adversários, eu arrisco que ainda dará Internacional. Sem muita convicção, mas aposto no time gaúcho. O fato de jogar em casa contra o adversário já eliminado é um fator a se considerar, principalmente também porque seu oponente terá um jogo mais complicado, fora de casa, e precisará dos três pontos. É uma final com uma emoção improvável em uma competição que não chegou a empolgar em seu quase um ano de duração. E que vença o melhor!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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