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Opinião

Quem assume?

*Capa: Sport/Divulgação

Após a saída do técnico Tiago Nunes, a esperança do torcedor corintiano em dias melhores foi renovada. Três rodadas e duas derrotas depois, a Fiel perdeu a paciência: exige um treinador de ‘peso’ para tentar tirar a equipe da incômoda 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas 12 pontos em 11 partidas. Nesse período, foram somente três vitórias, três empates e cinco derrotas.

A situação pode complicar ainda mais, pois o Alvinegro não joga no fim de semana. O Timão já atuou na 11ª rodada, na derrota de quarta-feira (23) para o Sport, por 1×0, na Ilha do Retiro. O Corinthians pode, em um dos piores cenários, terminar a rodada na zona de rebaixamento da competição nacional. Com a péssima campanha, aliada à perda do Estadual diante o maior rival, o Palmeiras, os torcedores estão em pé de guerra com o elenco. Quem não se lembra da ‘emboscada’, termo usado pelo presidente Andrés Sanchez, no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, após a derrota para o Fluminense?

Agora, com mais um revés, a diretoria deve se mexer para trazer um técnico de grife. Os nomes já estão à mesa: foi falado de Rogério Ceni e Luiz Felipe Scolari, que não virão por motivos óbvios; depois, ventilaram a possibilidade de Roger Machado, bom técnico da nova geração que deixou o Bahia recentemente para a chegada de Mano Menezes, outro nome sempre lembrado, mas que desta vez foi descartado justamente porque o treinador fechou com o Tricolor da Boa Terra dias antes da saída de Tiago Nunes.

A bola da vez, agora, é o espanhol Miguel Ángel Ramirez, do emergente Independiente Del Valle, do Equador. É o preferido da torcida corintiana em enquete realizada recentemente pelo site Meu Timão, com quase 30% dos votos. Sylvinho, ex-jogador do Corinthians e que foi auxiliar do técnico Tite no próprio Timão, também é lembrado. Dunga, ex-treinador da Seleção Brasileira, mas que não treina uma equipe há pelo menos oito anos, é uma possibilidade que não pode ser descartada.

Por enquanto, não sabemos quem assumirá a equipe. Porém, não há, nesse momento, a mínima possibilidade da continuidade do interino Diego Coelho. O elenco necessita de um ‘choque de realidade’ para começar a jogar. Cássio, Fágner, Gil e até Jô, que são pilares do Corinthians, estão atuando muito abaixo do que podem. Além disso, jogadores como Ramiro, Cantillo e Luan decepcionam desde quando chegaram ao Parque São Jorge. A mudança é necessária e urgente, pois a Série B não é obra de ficção; é uma realidade.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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