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Opinião

Que segundo pote é esse!

Defensa y Justicia, Boca Juniors, River Plate, Olimpia, São Paulo, Vélez Sarsfield, Cerro Porteño e Universidad Católica. Não, esses não são os melhores da Libertadores. Pelo contrário: são os segundos colocados da primeira fase do torneio. Os últimos jogos da etapa inicial da competição sul-americana serão realizados nesta quinta-feira (27), mas não deve ter mudança nesse grupo. Aliás, se mudar será para ficar mais forte, com o Flamengo no lugar do Vélez – o que, porém, não deve acontecer.

A formação desse fortíssimo pote 2 é garantia de grandes duelos já nas oitavas de final. Ninguém esperava, por exemplo, que Boca e River, multicampeões da Libertadores, não terminariam em primeiro de seus grupos. O São Paulo também não era esperado entre ‘os piores’. Soma-se a esses gigantes de nosso continente o atual campeão da Sul-Americana (Defensa y Justicia), um tricampeão (Olimpia) e um campeão (Vélez) da Libertadores. E ainda dois super-tradicionais clubes latinos, o Cerro e a Católica. É ‘chumbo grosso’ vindo de todo lado.

Nesse cenário, vai pegar fogo! Podemos ter, por exemplo, São Paulo x Palmeiras, Flamengo x Boca, Internacional x River e Olimpia x Atlético-MG. São finais antecipadas, com toda certeza, com quatro duelos de clubes que já foram campeões. Seriam as oitavas de finais mais fortes da história do mais importante torneio da América do Sul. O sorteio será na próxima semana e os torcedores já vivem essa expectativa. Tudo por que uma trajetória campeã passa por sorte nos confrontos, assim como foi o Palmeiras em 2020. Apesar de que, neste ano, não tem o que escolher.

A se lamentar somente a eliminação precoce do Santos. Atual vice-campeão, custou muito ao Alvinegro Praiano o fato de perder as duas primeiras rodadas da Libertadores, sobretudo, a estreia com derrota em casa para o Barcelona-EQU por 2×0. Nesta quarta-feira (26), jogando em Guayaquil, foi derrotado novamente (3×1) e deu adeus à competição. Com a terceira colocação do Grupo C, com seis pontos, o Peixe fica com uma vaga na Copa Sul-Americana. Um prêmio de consolação ao esforçado e limitado time santista

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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