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Que final, amigos!

*Capa: Santos FC

A Copa Libertadores é do Brasil. Palmeiras e Santos passaram pelos argentinos River Plate e Boca Juniors, respectivamente, e farão a final do torneio sul-americano às 17h do próximo dia 30 de janeiro, no Maracanã. Um roteiro perfeito para a busca da Glória Eterna: duas equipes brasileiras em um palco brasileiro. Uma pena que a final não poderá ter público. Certamente, palmeirenses e santistas iriam lotar o ‘Maior do Mundo’ para uma linda festa. Paciência…

A chegada à final prometia um equilíbrio muito grande entre brasileiros e argentinos. A semifinal entre alviverdes e millonarios realmente foi de tirar o fôlego. Depois de golear o rival por 3×0 em Avellaneda, na Argentina, os brasileiros ‘suaram sangue’ para segurar o placar adverso de 2×0, no Allianz Parque, para garantir classificação. Já o time da Vila passou sem dificuldades pelo Boca. Após empate sem gols em Buenos Aires, o Santos goleou o rival por 3×0, na Vila Belmiro.

Será uma decisão sem favoritos, em que tudo pode acontecer. Vai depender do dia, da inspiração, da sorte… São duas equipes parecidas, que mesclam experiência e juventude, e que jogam verticalmente, em contra-ataques rápidos, explorando suas ‘flechas’ Gabriel Veron e Rony, pelo lado verde, e Soteldo e Marinho, pelo lado alvinegro. Quando saem com a bola trabalhada, é um pouco diferente: o Santos procura usar tabelas e triangulações, enquanto o Palmeiras explora as laterais e os cruzamentos para Luiz Adriano.

Os praianos buscam a quarta estrela. Os paulistanos, a segunda. Uma rivalidade que pulsa forte desde a década de 1960. Naquele tempo, o Corinthians amargava um jejum de títulos e o São Paulo ainda não brilhava intensamente, pois tinha apenas trinta e poucos anos de vida – e ainda estava mais preocupado em construir o Morumbi. Portanto, cabia ao Palmeiras a incumbência de tentar parar Pelé e companhia. Assim, o Verdão era o único clube que conseguia, às vezes, quebrar a sequência de taças do Santos.

São rivais históricos que buscarão a Glória Eterna para, depois, chegar ao Mundial. No comando, o Santos conta com a experiência de Cuca, que já ganhou uma Libertadores com o Atlético-MG e vem fazendo um trabalho espetacular, sem dinheiro e sem um elenco estrelado. O Palmeiras trouxe o português Abel Ferreira, que já mostrou sua competência ao levar o clube a duas finais – também está na decisão da Copa do Brasil, diante do Grêmio. É briga de ‘cachorro grande’, que coloca o Brasil como o grande protagonista do continente. Agora é só esperar o dia 30 e saborear esse grande espetáculo.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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