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Opinião

Que clássico, amigos!

Que me perdoe quem prefere Grenal, Fla-Flu ou Bavi, mas “você não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians”, parafraseando o fantástico Lima Duarte no filme Boleiros, no qual interpreta o treinador do Alviverde. Como paulistano de nascimento, posso dizer com propriedade: é o clássico que para a cidade de São Paulo; que garante a resenha na semana inteira; que move essa paixão chamada futebol. É um que nasceu do outro. Para quem não sabe, o Palmeiras saiu do Corinthians.

Desde os primórdios havia discussão entre a ala espanhola e a ala italiana do Corinthians. Após muita briga lá pelas bandas do bairro do Bom Retiro, em São Paulo, onde nasceu o Timão, parte da italianada debandou do clube alvinegro e formou o Alviverde. Portanto, são dois clubes ligados e interligados. Unidos e separados. Irmãos que querem um afundar o outro – esportivamente, é claro.

Pela contexto que envolve esses dois clubes, não tem como comparar esse clássico com qualquer um outro do nosso país. Eu sempre falo isso. É a história que fala. E esse dérbi, em particular, às 20h30 desta quinta-feira (17), no Allianz Parque, terá uma novidade e tanto. Pela primeira vez, haverá dois portugueses no comando dos dois times: Abel Ferreira no Palmeiras e Vitor Pereira no Corinthians.

O ídolo alviverde, com duas Libertadores, uma Copa do Brasil e uma Recopa, tem um time muito bem treinado e entrosado, por isso é favorito. Mas o fato de ser favorito não quer dizer que vai ganhar. O favoritismo é até a bola rolar. Já o Vitor Pereira, ou o Vitão da Fiel, perdeu o primeiro clássico que disputou, contra o São Paulo. Agora, mais conhecedor do elenco e após a goleada diante da Ponte Preta, pode apresentar um time mais coeso e competitivo. O Corinthians é sempre grande diante do seu maior rival.

No mais, é esperar chegar a noite e se deliciar com esse jogo magnífico e com 40 mil torcedores nas arquibancadas. Esperamos que seja um lindo duelo e que vença quem jogar melhor.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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