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Aikidô

Publicitário supera dor e triunfa na arte marcial

Anderson Gil ouviu de um médico que deveria doar o quimono, mas não desistiu

Anderson Gil, atleta de aikidô da Escola Aiki Kaizen
Anderson Gil descobriu no aikidô uma fórmula para chegar bem à terceira idade (Foto: Líder Esportes)

Quando tinha 13 anos, o publicitário Anderson Gil, hoje com 54, foi apresentado às artes marciais. Na época, antes de lidar com cinema, linguagem audiovisual e abrir uma produtora de filmes, se interessou pelo kung fu. A morte do primeiro mestre desfez o grupo e Gil passou a procurar uma nova arte. “É um vício saudável”, contou. Foi assim que ele conheceu o jiu-jitsu, mas não houve adaptação. “Os princípios não são coerentes com os meus”, explicou. O aikidô surgiu pela indicação de um amigo. Há quatro anos, conheceu a Escola Aiki Kaizen, em Piracicaba. Foi paixão à primeira vista.

“A filosofia cultuada no dojo chamou minha atenção. Existe um respeito muito grande à cultura japonesa e ao que o fundador plantou. Foi assim que me apaixonei”, disse Gil. O caminho no aikidô, porém, não foi de ‘flores’. Após sete meses de treino, enfrentou um sério problema: uma hérnia de disco sequestrada. “Foi a pior fase da minha vida. A dor é depressiva, derruba qualquer camarada. Não tinha condições de fazer nada devido às dores que sentia. O primeiro médico que ouvi simplesmente disse que eu deveria doar meu quimono e que nunca mais iria pisar num tatame. Eu só não cobri ele de pancada, pois estava com muita dor”, recordou.

A segunda opinião, porém, trouxe certo alívio. “O segundo médico disse que uma cirurgia resolveria o problema. Fui internado no mesmo dia e operado no dia seguinte. Estava quase na morfina e o médico disse que eu deveria caminhar todos os dias. Foram duas semanas para tirar os pontos. Com 15 dias, eu voltaria a dirigir; com 30 dias, poderia voltar a trabalhar; com 45 dias, eu iniciaria a trotar; com 60 dias, deveria fazer algum trabalho de fortalecimento; e com 90 dias, voltaria ao treino. Segui isso rigorosamente e nunca mais senti dor. O que me ajudou nesse processo foi ver as fotos do pessoal treinando. Eu sentia inveja, queria voltar”, relatou o publicitário.

Gil, hoje, não se imagina longe do dojo. O aikidô, para ele, é um complemento de vida. “É onde eu posso extravasar. O meu objetivo principal não é buscar a faixa preta, é cultuar a boa saúde física e mental. Eu quero ficar muito tempo aqui. Quero chegar aos 80 anos e vir treinar com saúde. Existem três verdades na nossa vida: a primeira é que se nós cultuarmos uma boa saúde, começaremos a morrer biologicamente a partir dos 50 anos; a segunda verdade é que nós vamos envelhecer; e a terceira é que vamos morrer. Mas, o grande dilema, é saber com qual saúde você vai chegar à terceira idade. Eu pretendo chegar bem”, finalizou.

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