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Jiu-Jitsu

Projeto Chafogo leva artes marciais para Jardim Bartira

Iniciativa é do lutador Gedalio Lima, radicado em Piracicaba há mais de dez anos

Gedalio Lima, lutador de jiu-jitsu da equipe Chafogo Fight Team
Gedalio quer expandir o projeto Chafogo e levar as artes marciais para crianças (Foto: Líder Esportes)

Natural de São José de Piranhas (PB) e radicado em Piracicaba há mais de dez anos, Gedalio Lima chegou à cidade em busca de melhores condições para a família. No caminho escolhido, o paraibano acabou se apaixonando pelas artes marciais e não demorou a se destacar em modalidades como jiu-jitsu, kickboxing e muay thai. Com o objetivo de levar adiante o aprendizado adquirido, Gedalio deu início ao Chafogo, projeto vinculado à Chafogo Fight Team que oferece aulas gratuitas para crianças de 8 a 12 anos.

As atividades são realizadas na academia, que fica no Jardim Bartira, em Tupi, e acontecem às terças (kickboxing) e quintas-feiras (muay thai), das 17h às 18h. Atualmente, 15 alunos frequentam o projeto. “Meu sonho é ajudar, ainda que não seja na formação de competidores ou treinadores. O objetivo é que boas pessoas saiam daqui para ampliar o movimento, levando o projeto em frente. Se algum dia uma dessas crianças disser que o professor Gedalio a ajudou a conquistar algo na vida, então meu sonho estará realizado. Acredito muito nessa molecada”, falou.

O nome do projeto é uma homenagem ao pai do atleta, José de Freitas Lima. Chafogo, como era chamado na Paraíba, morreu em 2007, aos 42 anos. “Meu velho era sinistro, meu amigo, meu ídolo. Ele enfrentou o câncer de pulmão por quase nove anos e nunca o vi reclamar. Meu pai estava sempre sorrindo, fazia o ambiente em que ele estava feliz. A doença nunca o venceu. É o meu verdadeiro herói e quero levar o nome dele para o mundo. Fui uma época muito difícil, enfrentei problemas quando vim para cá, mas a arte marcial mudou a minha mentalidade”, contou Gedalio.

TEMPORADA

Aos 31 anos, o paraibano radicado em Piracicaba se dedica atualmente ao jiu-jitsu e, como qualquer atleta, vive período de incertezas devido à pandemia da Covid-19. No currículo, Gedalio soma os títulos de campeão pan-americano na faixa azul, em 2018; brasileiro, paulista e BJJ Nacional, em 2019, ano em que fez as duas primeiras lutas profissionais pela CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu); e ainda o Mundial CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo) na faixa roxa, que rendeu a graduação para a marrom. Em 2021, o lutador tem três prioridades, se o calendário for cumprido:  Paulista, Brasileiro e Sul-Americano.

“Eu sempre almejo a vitória, treino muito e meu objetivo é claro. Mas vejo o esporte além da competição desde a época que comecei com o Bueno (Lukas, treinador). O bairro aqui (Jardim Bartira) me acolheu desde que cheguei da Paraíba e é um lugar com muitas crianças. Elas precisam gastar essa energia que têm. Na minha opinião, não tem melhor forma de gastar a energia do que treinando uma arte marcial. É uma ajuda para a comunidade. Comecei na garagem da minha casa e, graças a Deus, pude ampliar e levar ele para frente”, completou Gedalio, que atualmente treina kickboxing com Marcos Alves e jiu-jitsu com o mestre Felipe Vidal.

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