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Professor de história e filosofia brilha no jiu-jitsu

Paulo Santos subiu ao pódio em 22 das 23 competições que disputou em 2019

Paulo Santos, lutador de jiu-jitsu da Alliance JJ
Paulo Santos exibe a coleção de medalhas conquistadas em 2019: máquina de títulos (Foto: Líder Esportes)

Subir ao pódio para receber uma medalha. A cena se repetiu 22 vezes nas 23 competições de jiu-jitsu que o lutador piracicabano Paulo Santos disputou em 2019. As duas últimas vieram no dia 30 de novembro, em Itu. Primeiro com o ouro conquistado na Seletiva Pan-Americana, promovida pela FPJJ (Federação Paulista de Jiu-Jitsu). Na ocasião, o atleta da equipe Alliance JJ fez três lutas na categoria máster 3 pena (-70 kg), vencendo uma por pontos e duas por finalização.

No mesmo dia, o lutador faixa roxa faturou o título do Master Pró, com mais uma finalização na luta decisiva. “O ano foi muito positivo para mim, não fui em mais competições por falta de apoio. Eu gostaria de participar de eventos a cada 15 dias, seria o ideal. Mas, as dificuldades são grandes pela falta patrocínio. Dentro do que eu me propus a fazer, foram resultados maravilhosos. Estar entre os melhores é sempre bom”, afirmou o piracicabano, que é treinado por Flávio Junqueira.

“Em questão de material humano e estrutura, o apoio da equipe é irrestrito”, elogiou Santos, que está classificado para o Pan-Americano de Los Angeles, em março de 2020. Entre as medalhas conquistadas em 2019, o atleta destaca o bronze no Campeonato Brasileiro e a prata no Circuito Paulista. O Sul-Americano, que marcou a estreia no peso pena, também ocupa espaço na memória do lutador. “Fui aconselhado a baixar de categoria pelo meu tamanho (1m69). Levo uma vida dedicada ao esporte”, contou.

“Faço musculação três vezes por semana, porque o esporte pede (risos), pratico como complemento. São oito aulas de jiu-jitsu semanais, divididas em quatro dias. Mas, além disso, sou pai de três filhos, casado, e trabalho em uma empresa de logística”, disse Santos, que só não foi ao pódio em 2019 no Mundial Máster, em Las Vegas. “Não foi o resultado que eu queria, acabei perdendo na estreia, mas a experiência foi incrível e quero voltar lá para fazer a minha história”.

Professor de filosofia e história, Paulo Santos abandonou o magistrado por entender que não tinha o reconhecimento que merecia. Focado no jiu-jitsu, o lutador faz um apelo para defender a classe. “Gostaria que os empresários de Piracicaba, de modo geral, olhassem para o esporte, não apenas para o futebol. O apoio é fundamental para desenvolver o esporte e assim contribuir com a educação. O esporte é uma fantástica ferramenta de educação que precisa ser bem explorada”, completou.

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