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Opinião

Por que não evoluir?

Sou totalmente a favor do uso da tecnologia no esporte. Se for para melhorar e evitar injustiças no resultado final, a ajuda é sempre bem-vinda. É bom para todo mundo. Só não entendo por que o futebol não evolui neste sentido. Entra ano e sai ano e vemos a reclamação geral das equipes com relação a possíveis prejuízos decorrentes de erros de arbitragem. E acho que, na maioria das vezes, os clubes têm razão na “choradeira”. A juizada está cada vez pior.

Desculpem minha franqueza, mas se a pessoa se propõe a apitar uma partida de futebol, tem de ser cobrada por isso. “Ah, mas o juiz errou por milímetros, não dá para condená-lo…”, dizem alguns. Mas, errou. Repito: se quis estar lá, tem de assumir a responsabilidade e ser 100% correto. Do contrário, dará margem às críticas. Não sou daqueles que pregam o profissionalismo como solução para todos os problemas da arbitragem. Acredito que mesmo assim ocorreriam equívocos. O que eu gostaria é que os erros diminuíssem e isso não passa exclusivamente pela profissionalização dos homens do apito.

O vôlei, por exemplo, dá um salto de qualidade com o chamado “desafio”. Quando passou a adotar esse expediente – já utilizado também no tênis -, ficaram evidentes os erros dos árbitros, pois, na maioria dos pedidos de revisão dos lances, os times têm razão. Nos Jogos Olímpicos, eu acredito que pelo menos 80% dos desafios pedidos nos jogos de vôlei mostraram que a arbitragem errou. Entendo que até os juízes gostaram do uso da tecnologia porque isso divide sua responsabilidade durante as partidas.

Agora eu pergunto: por que não fazem o mesmo no futebol? Não há demérito nenhum em incluir uma solução externa para o esporte mais popular do mundo. Desde que somente os árbitros tenham acesso aos lances duvidosos para possivelmente revisar sua decisão, eu não vejo problemas. Logicamente, nas divisões inferiores do futebol, o uso da tecnologia seria a princípio inviável devido aos custos, mas se fosse implantado nas principais competições do Brasil e do mundo, já seria um avanço. Depois, veríamos como chegar às competições de acesso.

Vamos esperar pra ver até aonde vai a resistência dos comandantes do nosso futebol. O número de substituições devido à velocidade do jogo de hoje e até o tempo técnico são outras ótimas sugestões. O que não se pode é parar no tempo…

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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