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Planejamento para a Série A2

Quando a diretoria começar a renovar alguns contratos e trouxer reforços para a Série A2 de 2017, vai recomeçar aquele velho ‘mi-mi-mi’ por parte da torcida, dizendo que é planejamento para cair. O meia-atacante Romarinho, um dos maiores destaques do XV de Piracicaba na Copa Paulista, artilheiro do time, corre o campo todo e ainda marca, já assinou pré-contrato para a Série A2 – e tem gente reclamando! Estão achando que o XV vai contratar quem com pouco dinheiro? A realidade mudou. Se na Série A1, com mais dinheiro, não eram contratados medalhões, imaginem na Série A2.

Não alimentem esperanças acreditando que ‘vai parar um caminhão na frente do Barão da Serra Negra e descer 20 jogadores para montar o elenco para o ano que vem’, pois isso não vai acontecer. Grande parte do elenco para 2017 sairá da atual Copa Paulista. Contratar um monte de jogadores não é sinônimo de problema resolvido. Em 2011, quando o XV conquistou o acesso para a elite paulista, foram feitas apenas sete contratações para início de competição. Depois, foram mais três contratações com o campeonato em andamento.

Em 2016, quando o XV foi rebaixado, foram 23 contratações para início de campeonato. Lógico que o ‘catadão’ do ano anterior não deixava muitas opções. Do atual elenco que disputa a Copa Paulista, acredito que aproximadamente 15 jogadores teriam condições de permanecer. Parece loucura, mas algumas situações devem ser levadas em conta. Alguns atletas têm experiência em diversas divisões do Campeonato Paulista. Outros já rodaram nas divisões do Campeonato Brasileiro. Há ainda jogadores de base que devem ser aproveitados. Quer revelar jogador? Não vai revelar em treino, tem que colocar para jogar.

O XV não vai acertar em todas as renovações e contratações, então, precisa errar o mínimo possível. Reforços pontuais para setores carentes, experientes e com ambição de vencer. Porque o que tem de jogador que já foi bom e hoje só engana, escondido atrás do nome… é impressionante. A sequência da Copa Paulista também será determinante para alguns jogadores provarem se merecem ou não fazer parte do elenco em 2017. Se servir, fica. Se não servir, tchau. Isso é profissionalismo. O XV não é casa de caridade.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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