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Kickboxing

Piracicabano vai ao México em busca de medalha

Matheus Ruiz da Costa, de apenas 13 anos, disputa Pan-Americano em Cancún

Matheus Ruiz da Costa e Julio Costa, equipe de kickboxing Brock Team Fighters
Matheus e Julio Costa representam equipe piracicabana de kickboxing Brock Team Fighters (Foto: Líder Esportes)

Aos 13 anos, o piracicabano Matheus Ruiz da Costa irá enfrentar no próximo mês o maior desafio da carreira no kickboxing, que começou em 2016. De 23 a 28 de outubro, o atleta da equipe Brock Team Fighters viaja a Cancún, no México, para a disputa do Campeonato Pan-Americano. Fã de Felipe Micheletti, campeão mundial e dono do cinturão dos pesos pesados do WGP, Matheus luta nas categorias kick light e light contact (-52 kg), ambas no tatame. Será a primeira competição dele fora do país.

“É uma experiência nova, acho que o nível dos adversários será um pouco melhor do que eu já encontrei, mas estou preparado. Venho treinando bastante”, afirmou o piracicabano, que realiza treinos específicos três vezes por semana. “A parte física está indo (risos). Estou melhorando na explosão, fôlego e velocidade”, contou Matheus. Apesar da pouca idade, o lutador tem um currículo de ‘gente grande’ no kickboxing. A galeria de conquistas inclui a Copa Brasil de Londrina (PR), o Brasileiro em Maringá (PR) e o Sul-Americano de Foz do Iguaçu (PR), todos em 2017, além de títulos paulistas e Copas Tatame.

Matheus Ruiz da Costa, lutador de kickboxing da equipe Brock Team Fighters

Aos 13 anos, Matheus Ruiz Costa é dono de um currículo vitorioso no esporte (Foto: Líder Esportes)

O atleta ficou invicto na modalidade point fight, categoria sub-12 (-42 kg), entre 2016 e 2017. Agora com 13 anos, ele iniciou a trajetória no kick light. Matheus sonha alto e tem como objetivo chegar no topo do esporte. “Eu quero um dia disputar o Glory (principal competição do kickboxing mundial). Vai demorar, mas é algo que penso bastante”, revelou. Para isso, ele tem o apoio de Julio Costa, que além de treinador, é também o pai do atleta. Mas engana-se quem acredita que isso facilita a vida de Matheus.

“Meu pai ajuda bastante, mas ele corneta aqui na academia e corneta em casa (risos). Ele cobra bastante, fazemos os acertos, mas também incentiva muito, apoia, corre atrás de tudo por mim”, contou. A cobrança, porém, não se limita aos treinos. Matheus divide o tempo entre o esporte e os estudos, e está na oitava série do ensino fundamental. “Eu passo para ele a importância de estudar. Nós sabemos as dificuldades que existem para seguir carreira no esporte, principalmente aqui no Brasil. Incentivo muito ele a estudar”, disse Costa.

RELAÇÃO

Nas aulas, o pai garante que a relação de ambos é quase ‘profissional’, sem regalias. “É importante separar o pai do treinador. No CT, quem toma conta é o técnico. Em casa, procuro orientar ele como pai. Não dou privilégios para o meu filho, a oportunidade é para todos, mas, é obvio que a cobrança em cima dele acaba sendo maior. O Matheus sabe que tem de ser o espelho da academia. Não adianta cobrar os alunos se ele fizer o contrário. Ele ainda é novo e está assimilando isso”, afirmou Costa, que confia em um bom resultado no México.

“O nível lá fora é diferente, o treino é mais específico por modalidade. Mas, ele está focado. Acredito que um lutador se faz através de um conjunto entre os aspectos físico, psicológico e técnico, buscando o equilíbrio”, relatou o técnico. “Meu foco principal é também aperfeiçoar meus conhecimentos enquanto treinador, busco esse reconhecimento. O Matheus é um garoto inteligente, vem treinando bem e a expectativa é trazer uma medalha. A capacidade de absorção dele é boa”, completou.

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