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Piracicabano dá show e é o homem mais rápido do Brasil

Erik Cardoso bate recordes e faz segunda melhor marca da história no continente nos 100 m rasos

Erik Cardoso, velocista do Sesi-SP
Erik Cardoso é o homem mais rápido do Brasil na atualidade: 10s01 e recordes nacional e continental (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

O velocista piracicabano Erik Cardoso é o homem mais rápido do Brasil. O atleta do Sesi-SP conquistou neste sábado (4) a medalha de ouro na prova dos 100 m rasos do Campeonato Brasileiro Sub-23, em Bragança Paulista, com a incrível marca de 10s01. O resultado, que rendeu ao velocista os recordes brasileiro e sul-americano da categoria, é o segundo melhor tempo da história no ranking absoluto do continente, atrás apenas dos 10 segundos cravados de Robson Caetano, cuja marca foi estabelecida em 1988, na Cidade do México. De quebra, Erik atingiu o índice para o Mundial de Atletismo do Oregon, nos Estados Unidos, em 2022.

“Eu fui para a pista com a mentalidade de colocar em prática o que havia treinado, mas não imaginei que conseguir os 10 segundos baixo. Deus me surpreendeu”, afirmou o piracicabano, que deu os primeiros passos na modalidade no no Sesi Vila Industrial, por meio do Programa Atleta do Futuro, em outubro de 2012. Atualmente, Erik é treinado por Darci Ferreira da Silva e Rosana Soares, em Santo André. “Acreditamos muito no potencial dele e o resultado de agora só consolida o apoio que temos do Sesi no dia a dia. Essa marca dele é fruto do trabalho de anos”, elogiou Ferreira, em entrevista ao site da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Erik Cardoso, velocista do Sesi-SP

Erik comemora o resultado em Bragança Paulista: ‘Foi surpreendente’ (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

A marca alcançada neste fim de semana foi a melhor da carreira do piracicabano, que tem apenas 21 anos e lidera o ranking nacional da categoria, superando o registro anterior de 10s23. Para se ter uma ideia do tamanho da façanha, o índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio nos 100 m rasos foi de 10s05. O carioca Lucas Rodrigues da Silva ficou em segundo lugar na prova dos 100 m rasos, com a marca de 10s27 (recorde pessoal), enquanto o paulista Jonathan Cardoso Bianco fechou o pódio com o tempo de 10s32.

TRAJETÓRIA

Erik começou a treinar em Piracicaba e mudou-se para Santo André em 2017. No Grande ABC, ele recebe alimentação, bolsa e moradia, além de ser registrado como atleta profissional no Sesi-SP e cursar educação física. Apesar da evolução meteórica no atletismo, a iniciação esportiva aconteceu em outra modalidade. “O primeiro esporte que eu fiz, além de jogar futebol na rua, foi a natação. Fiz natação por indicação médica. Eu tenho asma, mas graças a Deus não é algo que me atrapalha. Sempre gostei de esportes, sou hiperativo. Migrei para o atletismo quando uma professora de educação física disse que eu tinha potencial. Isso aconteceu na época de escola. O incentivo foi fundamental”, relatou Erik ao LÍDER, em entrevista realizada em janeiro.

Antes de ir para Santo André, Erik vivia em Piracicaba com o pai Wilson, a mãe Denise e a irmã Maria Gabriela. No ABC, a rotina é puxada: o velocista treina diariamente em dois períodos, alternando trabalhos técnicos e físicos. A noite é dividida entre a faculdade e o sono. Tudo isso movido por um sonho: o ouro olímpico. “Não é impossível. Acredito em Deus, em Nossa Senhora Aparecida e trabalho para isso. O meu sonho é ser campeão olímpico. Eu tento sair de cada prova com a consciência de ter dado o melhor, entro sempre para rachar”, completou o piracicabano. O próximo passo agora é o Sul-Americano Sub-23, que será disputado em outubro, nas Guianas.

O velocista piracicabano Erik Felipe Barbosa Cardoso, vice-campeão do Troféu Brasil de Atletismo

Erik não esconde o sonho de conquistar o ouro olímpico no atletismo (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

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