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Aikidô

Piracicaba recebe seminário com Vu Ha Sensei

Organizador defende a iniciativa: 'O número de praticantes é cada vez maior'

Roney Rodrigues Filho, sensei da Escola Aiki Kaizen de Aikidô
Roney Rodrigues Filho, sensei e fundador da Escola Aiki Kaizen de Aikidô (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

A Escola Aiki Kaizen recebe no próximo fim de semana, em Piracicaba, o Seminário Internacional de Aikidô com a participação de Vu Ha Sensei (6º dan), responsável pelo Boston Aikikai. A programação começa neste sábado (18), das 9h às 18h. No domingo (19), as atividades acontecem  das 10h às 11h30. As 80 vagas abertas foram preenchidas. Fundador da Escola Aiki Kaizen ao lado de Luciano van den Broek, o sensei Roney Rodrigues Filho é um entusiasta da arte marcial japonesa. A organização de seminários não é novidade na instituição. Otimista, Roney defende a iniciativa como fundamental para divulgar a modalidade e manter os praticantes motivados. “É uma questão de planejamento, trabalho em equipe e liderança”, afirmou. Abaixo, confira a entrevista completa:

LÍDER: Como surgiu a ideia de organizar seminários?
A ideia nasceu em conjunto com meu sócio, o Luciano, pois sempre acreditamos neste modelo para divulgar a arte. A organização de seminários na cidade seria uma das formas de difundir o aikidô e mostrar aos piracicabanos mais uma opção de arte marcial. Na época, tínhamos inaugurado a Escola Aiki Kaizen e foi possível perceber a grandeza do aikidô, pois tivemos a oportunidade de receber pessoas do país inteiro.

LÍDER: O investimento para participar de seminários é alto?
O investimento é, basicamente, alimentação, deslocamento, hospedagem e taxa de inscrição. Nos seminários que realizamos, nós informamos aos inscritos quais restaurantes com preços acessíveis e fazemos parcerias com hotéis para diárias mais favoráveis. Além disso, a Escola fica à disposição gratuitamente para quem quiser se hospedar por lá. Em relação ao deslocamento, nós montamos caronas e parcerias com vans, pensando na economia do inscrito. Somos anfitriões e receber bem é fundamental.

LÍDER: A atual crise econômica é um empecilho para a realização de seminários?
Não dá para negar os efeitos da crise. Em contrapartida, o calendário está cheio. Vejo isso como algo bastante positivo e saudável. A demanda existe e há seminários organizados no Brasil inteiro. São diferentes professores visitando o nosso país, a arte sendo divulgada, as organizações e as escolas sendo conhecidas e a modalidade recebendo mais praticantes. Com programação e boa comunicação, tudo se resolve. Além disso, o público do aikidô vem crescendo. Temos pessoas que almejam estudar e conhecer a arte.

LÍDER: Em 2006, quando o mestre Moriteru Ueshiba veio ao Brasil, mais de 2.000 pessoas se inscreveram para o encontro. A marca pode ser atingida novamente?
Em 2006, o Brasil também recebeu Yasuhisa Shioda, Donovan Waite, Peter Bernarth, Yoshimitsu Yamada, Hiroshi Kato… Foram diversos eventos e todos com sucesso de público. Com o país vivendo uma crise política e de transporte aéreo, ainda assim foi possível organizar seminários de forma primorosa e com recorde de público. Eu acredito que, se o Doshu Moriteru Ueshiba visitasse o Brasil novamente, a participação poderia se repetir ou, talvez, tomar proporções maiores.

LÍDER: Há uma corrente que diz que o número de praticantes de aikidô tem diminuído. Na resposta anterior, você afirmou o contrário. Qual é a situação real?
Respondo pelo quadro que vejo em nossa Escola: o crescimento é real. Quando começamos, havia uma estrutura improvisada e simples. Foi o início e tudo começa com dificuldades e muito trabalho. Se compararmos aquela época com o que temos hoje, é possível afirmar que as condições melhoraram e o número de alunos acompanhou a evolução com a estrutura oferecida. A quantidade de praticantes só tem aumentado.

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