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Ginástica Artística

Pira Olímpica: foco em 2019 é Mundial Juvenil

Treinador fala sobre nova aparelhagem, dificuldades e elogia Diogo Soares

Daniel Biscalchin, treinador de ginástica artística da academia Pira Olímpica
Daniel Biscalchin é treinador de ginástica artística da academia Pira Olímpica (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

O ginasta piracicabano Diogo Soares embarca no início de abril para a Alemanha. Na Europa, o atleta da academia Pira Olímpica participa de uma competição preparatória para o Campeonato Mundial Juvenil, que será realizado em junho, na Hungria. “Os treinos estão sendo intensivos. Para o Diogo, o objetivo principal em 2019 é o Mundial, um evento novo. Depois, teremos os campeonatos nacionais no juvenil e, provavelmente, a estreia no adulto se possível. Além disso, temos os Jogos Regionais e Abertos. Temos muito orgulho e prazer em representar Piracicaba”, afirmou o técnico Daniel Biscalchin.

Aos 16 anos, Diogo Soares escreveu seu nome na história da ginástica artística brasileira ao garantir duas medalhas nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, realizados em Buenos Aires, na Argentina. O ginasta ficou com o bronze no individual geral, somando 80.265 pontos, e foi prata na barra fixa, com a nota de 13.266 pontos. Após a conquista, o atleta revelou em entrevista à Rede Globo as condições precárias que tinha para treinar. De lá para cá, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) cedeu equipamentos ao piracicabano.

“Recebemos argolas, barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças e mesa de salto. Isso tem nos ajudado muito, pois no nível que o Diogo se encontra, é fundamental ter aparelhos de alta qualidade. A nossa maior dificuldade ainda é o aparelho solo. A prioridade maior, neste momento, é conseguir um solo de boa qualidade para dar continuidade ao treino e evolução do Diogo. Além disso, também convivemos com a dificuldade da falta de patrocínio, isso sem dúvida nos ajudaria e muito nas despesas”, disse Biscalchin, que retornou ao Brasil após arbitrar na etapa de Baku (Azerbaijão) da Copa do Mundo.

“Acredito ser fundamental o meu envolvimento em competições como a Copa do Mundo. Assim, posso acompanhar os melhores ginastas do mundo e vivenciar de perto para onde a ginástica se desenvolve, além de ver os critérios utilizados de avaliação e preparar da melhor maneira possível os meus atletas. A arbitragem é uma ferramenta que acredito ser fundamental para o treinador e isso tem me ajudado e muito nos treinamentos técnicos, na montagem de séries mais eficientes e estrategicamente”, finalizou.

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