fbpx

Líder Esportes

Aikidô

‘Percebi que eu não iria longe fora do aikidô’

Para estudante, arte significa ponto de equilíbrio emocional e centramento

Walter Cancelieri, atleta de aikidô da Escola Aiki Kaizen
Walter encontrou no aikidô o ponto de apoio para centrar-se em suas atividades (Foto: Líder Esportes)

“Minha história com o esporte começou há algum tempo e, na verdade, não foi com o aikidô. Bem pequeno, comecei o judô e gostava muito, porém, pela escola e outras atividades que eu tinha de fazer, acabei abandonando. Foi um dos poucos esportes dos quais eu pratiquei e gostei. Minha estatura sempre foi baixa (1,65 m) e minha família entendia que o esporte iria me desenvolver fisicamente. Havia esse temor de que se eu não fizesse nada, iria estagnar em relação ao crescimento. Tentei de tudo: atletismo, basquete, futebol, natação, tênis, vôlei… Percebi que o esporte coletivo era importante, mas os mais conhecidos não me satisfaziam”.

O relato acima é do estudante Walter Vinicius Ribeiro Cancelieri, piracicabano de 24 anos. Formado em direito, ele trabalhou como advogado, mas optou pelos concursos e voltou a estudar. Em 2016, quando estava no último ano de faculdade, em São Paulo, conheceu o aikidô. “Eu precisava de uma atividade que ajudasse a me centrar nas atividades que eu tinha naquela época: terminar o TCC, conciliar o final da faculdade com o estágio e também o fato de me formar em um cenário econômico que não garantia nada”, recordou Walter, que conheceu o aikidô por meio de um anúncio.

Em 2017, de volta a Piracicaba e após um período longe da arte, decidiu buscá-la novamente. “Percebi que aquilo fazia sentido para mim e que minha vida longe do aikidô não iria muito longe. Precisava da questão coletiva, de um esporte que me mantivesse em permanente diálogo com as pessoas. Busquei a Escola Aiki Kaizen porque é específica em aikidô. A estrutura é favorável e o exercício contribui para o que estou fazendo atualmente: estudar. O aikidô me dá base emocional, mental e me faz sentir fisicamente apto a exercer as atividades que eu tenho diariamente”, contou.

Segundo Walter, a arte japonesa requer movimentos precisos, silêncio e inteligência diversificada. “Aqui não se trabalha apenas o foco, mas também a questão do movimento fino”, disse. O estudante ainda destaca o caráter não competitivo do esporte. “É algo que me atraiu bastante, justamente pelo fato de não ter uma exigência emocional. O aikidô me tira da carga diária do dever. Crio as metas minhas, mas sem alguém para derrotar. Não existe essa dualidade de bom e ruim, derrota e ganho; existe apenas uma questão de aperfeiçoamento constante. Os erros servem como método de aprendizado. Alimenta-se a tentativa”, finalizou.

Voltar