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PDB realiza estudos e elabora protocolos para retomada

Programa Desporto de Base é oferecido pela Prefeitura de Piracicaba, através da Selam

Programa Desporto de Base - Iniciação ao Atletismo
O PDB teve as atividades presenciais interrompidas em março do ano passado (Foto: Mario Leme/Selam)

A Covid-19 interrompeu em março de 2020 as aulas presenciais realizadas pelo Programa Desporto de Base (PDB), iniciativa oferecida pela Prefeitura de Piracicaba por meio da Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (Selam). Ao longo desses 11 meses de paralisação, as ações estão sendo realizadas online e mais de 1.000 alunos foram atendidos na primeira quinzena de fevereiro. A pandemia ainda não acabou, mas a chegada da vacina aumenta a expectativa para a retomada. De olho nas orientações dos órgãos de saúde, o PDB realizou uma série de estudos e elaborou um protocolo próprio, que será aplicado quando a volta às atividades presenciais for autorizada.

“Estamos debatendo esse retorno desde que a pandemia começou, em nossas reuniões semanais virtuais. Para tanto, elaboramos um protocolo que se baseia em vários tópicos, desde a entrada aos locais de prática à restruturação das aulas, conforme as normas sanitárias já estabelecidas pelos órgãos oficiais. As aulas respeitarão as logísticas de cada local, considerando todos os protocolos de segurança já adotados, variando entre 30 e 45 minutos de duração, com turmas reduzidas e número máximo estipulado pelo professor responsável. O distanciamento social será de dois metros”, relatou Ronaldo Lucentini, coordenador do programa. Medidas como aferição de temperatura, álcool em gel, tapetes sanitizantes e utilização individual de equipamentos serão aplicadas.

‘Estamos ansiosos para voltar com as aulas presenciais, mas a prioridade é a saúde e o bem-estar das crianças’

Segundo Lucentini, a retomada terá inicialmente atividades básicas, educativas e lúdicas. A prática de jogos ou partidas entre os alunos permanecerá suspensa. Cada modalidade, porém, terá diretrizes específicas que serão adicionadas ao protocolo geral. “Nos esportes coletivos, vamos trabalhar bastante os fundamentos específicos, sem contato. Ao final de cada aula, faremos a higienização completa de todo o material e da quadra antes da mudança de turma. Também estamos preocupados com o pós-aula. Estamos ansiosos para voltar com as atividades presenciais e sentimos que as crianças também, mas a preocupação é sempre com a saúde e o bem-estar delas. O objetivo do PDB é utilizar o esporte como ferramenta educacional”, contou Ana Cristina Christofoletti, professora de basquete do PDB desde 2005.

“Na natação, também realizamos um protocolo para a retomada que atenda as especificidades da modalidade e do nosso local de trabalho: temos um protocolo geral e outro específico”, complementou Beatriz Bresighello Beig, professora e coordenadora técnico-pedagógica da natação que atua há dez anos no programa. Atualmente, o PDB realiza aulas virtuais de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã e tarde, e possui 21 professores divididos nas seguintes modalidades: atletismo, basquete, futebol, futsal, ginástica acrobática, ginástica rítmica, handebol, judô, karatê, natação, pedestrianismo, vôlei de praia e voleibol.

Além dos protocolos geral e específicos, os professores estudaram propostas visando reestruturar o programa. “Podemos pensar em uma equipe multidisciplinar para proporcionar uma pratica esportiva por inteiro, em todos os seus âmbitos. A assistência social para os alunos que não têm condições financeiras para se deslocarem até o local das aulas ou com a entrega de cestas básicas para reforçar a alimentação. A psicologia para orientar e acompanhar o desenvolvimento emocional e psíquico do aluno, principalmente nesse momento, pois muitos estão com medo e pânico. Também exames médicos e laboratoriais para uma prática mais saudável e segura”, falou o professor Mario Luís de Almeida Leme, responsável pelas aulas de atletismo.

OBJETIVO

Desde da implantação do programa, em 1989, Leme já atuou nas três fases do PDB. O professor vê no esporte um objetivo central: ensinar (bem) a prática, com as regras e normas. “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Apesar dos esforços para redução de danos, com a falta das aulas presenciais surgiram muitas consequenciais negativas, nos âmbitos sociais, psíquicos e emocionais dos alunos […] O mal já está passando, com a vacinação. E que com o bem, com aulas presenciais, os alunos retornem às pistas e quadras esportivas o mais breve possível”, disse o professor, que no formato virtual tem publicado vídeos de corrida, saltos e lançamentos, e também ensinado regras e normas do atletismo.

A ideia é semelhante à desenvolvida por Beatriz Beig. “Quando foi determinada a paralisação das atividades, discutimos uma forma de realizar o trabalho home office com o objetivo de manter os alunos seguros em casa, para que eles pudessem continuar praticando atividades físicas. Porém, muitas vezes isso não poderia ser suprido apenas com o formato virtual. Na natação, por exemplo, passamos atividades físicas gerais: alongamento e treinos de força montados por vídeos. Também produzimos conteúdos sobre a história da própria modalidade e informações estimulando a proteção. Acredito que a volta está próxima e será bastante benéfica”, finalizou a professora.

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