fbpx
Opinião

Parabéns, minha Piracicaba querida!

Nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, Piracicaba completa mais uma Primavera. São 252 anos de fundação e de encantos que saltam aos olhos de todos. Quando cheguei a essa terra abençoada, há 13 anos, não imaginava sua grandeza, adjetivo que eu destaco em todos os sentidos. Um povo acolhedor, uma cidade belíssima, um lugar ótimo para se viver. E o melhor: uma cidade que pulsa esporte! O meu amor por Pira, como dizem os mais chegados, foi à primeira vista. Como é encantador esse lugar, pensei na época (e ainda continuo pensando).

Logo na primeira semana, eu conheci o rio Piracicaba, o Engenho Central, o Parque da Rua do Porto, a Praça José Bonifácio e, é claro, o complexo Barão da Serra Negra, com o estádio e o Ginásio Municipal Waldemar Blatkauskas. O ginásio, aliás, eu já conhecia de outros ‘carnavais’. Visitei-o algumas vezes na década de 1990, mais precisamente em 1995, quando estagiava em uma revista especializada em basquete e cobria a Unimep, da inesquecível Magic Paula – que voltava naquale ano para encerrar a carreira aqui e para fazer sua biografia, brilhantemente escrita pelo jornalista Cecílio Elias Neto e publicada pela editora da universidade que patrocinava o time.

Desembarquei aqui para trabalhar como jornalista esportivo no Jornal de Piracicaba no dia 7 de dezembro de 2005 – nunca me esqueço da data porque era véspera de meu aniversário de casamento. Logo de cara, fiquei impressionado com a paixão desse povo pelo esporte. Em especial pelo basquete e pelo futebol. O esporte da bola laranja influenciado pelo XV dos anos 1960 e, principalmente, pelo time feminino da Unimep das décadas de 1980 e 1990. O futebol não precisa nem dizer: o XV de Novembro tem um lugar especial no coração de sua fanática torcida. Mas a Noiva da Colina é muito mais do que basquete e futebol.

Aprendi rápido que Piracicaba tem uma fortíssima equipe de taekwondo; que é campeoníssimo no karatê; que é referência nas corridas de rua; que revelou o campeão olímpico Cesar Cielo no Clube de Campo; e que cedeu Mariana Costa para a Seleção Brasileira de Handebol, hexacampeã nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, entre tantos outros. Piracicaba não foge à luta e encara a todos de igual para igual no esporte. Mesmo sem condições para grandes investimentos, brotam atletas de qualidade nesta terra. De Coutinho a Guilherme Giovanonni; de Peixinho a Diogo Brajão; de André Cruz a Regiane Bidias…

E a novíssima geração pede passagem com os atletas campeões dos Jogos Regionais de Botucatu, há uma semana. Para um paulistano, que nasceu e cresceu na Selva de Pedra, conhecer a caipirice de Piracicaba aos 32 anos foi uma bênção. Cresci como pessoa nos últimos 13 anos. Finalizei mais duas graduações e cinco pós-graduações; aqui me tornei professor de Português e Espanhol; minha segunda filha, a Julinha, nasceu em Pira, em 2008; fiz vários amigos. E como amante do esporte e profissional do jornalismo, aqui eu me encontrei. Ganhei muito mais do que perdi. Por isso e muito mais que eu amo essa terra. Parabéns e muitas felicidades. minha Piracicaba querida!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

Voltar