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Opinião

Ouro nas piscinas

*Capa: Satiro Sodré/CBDA

O Brasil vem dando show nas piscinas dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Foram 12 medalhas nos dois primeiros dias de competição – sendo seis no primeiro dia, na terça-feira (6), e outras seis nesta quarta-feira (7). No total, o Brasil já chegou ao ponto mais alto do pódio em quatro oportunidades, com mais quatro pratas de quatro bronzes. Ainda faltam mais quatro dias para terminar as provas de natação do Pan e a projeção do Time Brasil é conquistar entre 10 e 12 medalhas de ouro.

Logicamente, não há como disputar com os Estados Unidos, mesmo com o time B. Porém, os resultados dos dois primeiros dias colocam o Brasil como segunda força, em um duelo particular contra o Canadá. Os destaques do Brasil até o momento são, sem dúvida, Leonardo de Deus, que conquistou o tricampeonato pan-americano na prova dos 200 m borboleta; e o revezamento 4×100 m livre masculino, que não só levou a medalha de ouro como ainda quebrou o recorde do Pan com 3min12s61, mais de dois segundos à frente dos Estados Unidos.

Outro destaque foi o experiente atleta João Gomes. Estreante no Pan, aos 33 anos de idade, ele conquistou o outro nos 100 m peito. Vale lembrar ainda a dobradinha de Fernando Scheffer e Breno Correia, que conquistaram o ouro e a prata, respectivamente, na prova dos 200 m livres masculino. A ótima performance na piscina levou o time brasileiro ao segundo lugar na tabela de classificação dos Jogos Pan-Americanos de Lima, passando Canadá e México, os dois principais concorrentes na luta pelo vice-campeonato, atrás dos imbatíveis Estados Unidos.

Para se ter uma ideia desse feito é só olhar para a história: desde 1963, quando sediou o evento em São Paulo, o Brasil não alcança essa marca. Um feito espetacular até o momento. Acredito que a manutenção do Brasil na segunda colocação do Pan passa diretamente pela boa campanha da natação. Com uma boa ajuda do judô e da vela, poderemos ficar como vice-campeões. O motivo para lamentar até o momento é o baixo rendimento do atletismo brasileiro, mas, de qualquer maneira, vamos esperar e torcer para que cheguemos perto dos 50 ouros projetados para o Brasil antes do início da competição.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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