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*Capa: Agência Palmeiras

A rodada de meio de semana do Campeonato Brasileiro consolida duas situações completamente opostas entre os rivais São Paulo e Palmeiras. Enquanto o Tricolor embala na competição, vence mais uma e chega ao topo da tabela, o Alviverde perde a segunda seguida, cai na classificação vê a pressão da torcida aumentar neste meio de temporada.

Ingredientes mais do que saborosos para o clássico deste sábado (2), no Allianz Parque. O elenco estrelado do Palmeiras, apesar da campanha impecável na Copa Libertadores, vem sendo muito questionado pela apatia de jogadores que deveriam decidir os jogos, como o meia Lucas Luma e o atacante Dudu, principalmente.

A ira da torcida se acentua e a principal torcida organizada, a Mancha Verde, promete pressionar o grupo de jogadores nesta sexta-feira (1º), no último treino antes da partida diante do São Paulo. Nos bastidores, comenta-se que é o ultimato para Roger Machado: ou faz o time jogar bem para voltar à rota das vitórias já a partir do clássico ou deixará o comando técnico da equipe.

Já do outro lado do muro, só alegria. Desde a chegada do técnico Diego Aguirre, o São Paulo ganhou moral, conjunto, consistência tática e desandou a ganhar os jogos. Apesar da eliminação na Copa do Brasil, o time não se abateu e segue invicto no Brasileirão. A vitória diante do Botafogo, por 3×1, em casa, nesta quarta-feira, levou a equipe à liderança provisória do Nacional, algo que não se via há tempos.

Nesta retomada tricolor, destaque para três jogadores: os veteranos Nenê e Diego Souza, além de Everton, que veio do Flamengo e entrou bem na equipe. Nenê é conhecido pelo toque refinado, de qualidade; Diego Souza tem como característica a força física e vibração em campo, além dos gols que passou a marcar. Já Everton deu velocidade ao time e qualidade no passe e na finalização.

Um grande clássico. Um jogo com características históricas de inimizades, de guerra. De rivalidade quase que mortal. Um jogo que deve definir muita coisa, principalmente no Palmeiras. Se perder, Roger Machado dificilmente não será demitido. Se empatar será muito pressionado, mas seguirá no clube; e se ganhar, a paz voltará a reinar. Para o Tricolor, o duelo será para reafirmar o bom momento e para mostrar que o time quer ser mais que um simples coadjuvante na competição.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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