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Opinião

O que muda no XV para 2020?

*Capa: Michel Lambstein

Em 2019, para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2, o departamento de futebol do XV de Piracicaba iniciou a montagem do elenco disponibilizando de R$ 280 mil somente para pagamento de salários de atletas. Ao término da competição, com as demais contratações realizadas quando o Nhô Quim avançou para o mata-mata, a folha salarial fechou próxima dos R$ 310 mil. O planejamento para a temporada 2020 começou com uma redução nesta folha.

Visando o acesso à elite paulista, o Alvinegro teria R$ 250 mil para montar o plantel. Porém, com a valorização salarial dos principais jogadores do elenco, além de contratações como Daniel Costa e Diego Jussani, o Nhô Quim já elevou os valores, que hoje estão em torno de R$ 280 mil. Vale lembrar que, se considerarmos apenas os atletas que devem ser inscritos em uma lista principal, o clube ainda terá três vagas em aberto. A folha salarial ainda aumentará, não restam dúvidas. Provavelmente, mais próximo do término das inscrições para a primeira fase (3 de março).

Não será por falta de dinheiro que o time piracicabano deixará de brigar pelo acesso. Considero que o trabalho extracampo vem sendo muito bem feito pela diretoria. Porém, o futebol é imediatista e, não alcançar nenhum objetivo na atual temporada, pode deixar uma marca negativa pela falta de conquistas. O mesmo se aplica ao treinador, que precisa vencer. Independente do Alvinegro jogar bem ou mal, o torcedor que sempre acompanha as partidas, sabe a forma que o XV vai jogar, dentro ou fora de casa.

A proposta de jogo é de transição rápida, futebol para frente, em busca da vitória. O Nhô Quim não joga para empatar. Mas, e o elenco para o campeonato estadual? É mais fraco ou mais forte que o de 2019? No gol, a única alteração foi a chegada de Mota na vaga de Luiz Fernando. O histórico do novo goleiro é bom, mas ele terá que provar para o torcedor quinzista o seu valor. Nas laterais, só a esquerda mudou. Não acredito que Assis e Wallace ficarão abaixo de Michel e Rubens Carvalho, depois Anderson Santos.

Na defesa saíram Airton Júnior e Marcel. Chegou Diego Jussani. Devido à lesão de Douglas Marques, que ainda deve demorar para voltar, penso que a diretoria deveria buscar mais um zagueiro, ao invés de improvisar Robertinho. Mesmo assim, vejo o setor mais forte do que na última temporada. Elias Ceará e Walfrido foram os volantes que saíram. Hiroshi, que ainda não entrou em campo pelo clube, tem qualidade, mas está há um ano sem jogar. Também vejo a necessidade de mais um jogador para a posição.

O setor de criação está mais forte, contando com Daniel Costa, Filipe Cirne e Rafael Mineiro. Saíram André Cunha, Cassio Gabriel e Danilo Bueno. No ataque, as novas opções são Caio Mancha, Erick Salles, Érik Gabriel e Marcelinho. Andrei, Bruninho, Ítalo, Lucas Formiga, Luizinho, Misael e Ronaldo não estão mais no clube. Aqui é preciso calma para analisar. Se eu olhar apenas os que chegaram e saíram, o XV fica mais fraco, pois Ítalo, Misael e Ronaldo eram titulares no início da competição, correspondiam, mas não tinham reservas à altura.

Considerando que no elenco atual Kadu e Macena são titulares e o Alvinegro vem treinando no 4-3-3, então sobrariam as quatro novas opções para brigar por uma vaga, restando opções melhores no banco de reservas. Para mim, de forma geral, não vejo grandes mudanças no clube em relação à última temporada, mas acredito que em 2020 o XV estará mais forte pela continuidade do trabalho e entrosamento da equipe. Apenas nove jogadores foram contratados, não por falta de dinheiro, e sim porque a maioria dos remanescentes provaram em campo o seu potencial.

O Nhô Quim deve avançar para as quartas de final. Que os detalhes bobos que custaram o acesso na Série A2 e também o título da Copa Paulista, em 2019, sirvam de lição para que os objetivos não escapem em 2020.

Marcelo Sá é jornalista no Líder Esportes e na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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