fbpx
Basquete

‘O Passe de Mágica trouxe um lar e amigos para nós’

Rhuan conheceu o basquete na rotina de um atleta: 'O IPM é o roteirista da minha vida'

Rhuan Souza, educando do Instituto Passe de Mágica - Núcleo Senai Diadema
Rhuan começou a se interessar pelo basquete aos 7 anos de idade, nas atividades realizadas no Senai (Foto: IPM/Divulgação)

A relação entre o estudante Rhuan Souza e o basquete é bastante próxima. Quem o vê brincar, logo se impressiona com a habilidade que tem para conduzir a bola laranja com as duas mãos. Aos 18 anos, ele esbanja habilidade para driblar e precisão nos arremessos. Nem sempre foi assim. Natural de Diadema (SP), Rhuan queria saber só de futebol na época de criança. O basquete entrou na vida dele quando conheceu o Instituto Passe de Mágica, associação sem fins lucrativos criada em 2004 pela medalhista olímpica e campeã mundial, Magic Paula.

O projeto promove a prática do esporte para o desenvolvimento humano. Em Diadema, são dois núcleos. Rhuan começou as atividades no Senai ‘Manuel Garcia Filho’ quando tinha 7 anos, por influência dos primos. “Aqui na região, o IPM é muito famoso, porque proporciona qualidade de vida para as pessoas, e faz com que as crianças tenham um lar e amigos. Mas, sinceramente, eu não estava tão interessado quando comecei. Meu negócio era o futebol. Aos poucos, fui aprendendo, mas não gostava de acordar cedo. O problema era esse (risos)”, contou.

‘Somos todos amigos aqui. Não podemos ter rivalidade. O cooperativismo é importante e os educandos absorvem isso’

O gosto alimentado pela bola laranja, porém, logo superou a ‘briga’ contra o despertador. Rhuan percebeu que tinha talento e, aos 13 anos, deu mais um passo no basquete. O Instituto Passe de Mágica virou o ponto de equilíbrio na vida do estudante, em quadra e fora dela. “Nessa época, eu estava aperfeiçoando o basquete e o esporte já tinha virado uma paixão para mim. Na verdade, o basquete também fazia eu esquecer os meus problemas. Em casa, meus pais se separaram e eu fiquei muito abalado com isso, porque era novo. O IPM me acolheu”, relatou.

“Em paralelo, fiz algumas peneiras e passei em Santo André. Lá, conheci a rotina de um atleta profissional. Gostei e fiquei até os 16 anos. Mas, sempre pensei no futuro e senti que o basquete não era uma garantia”, completou. Rhuan hoje se dedica aos estudos na área de TI (Tecnologia da Informação). Em 2020, pretende cursar faculdade. A gratidão manteve a relação com o Instituto Passe de Mágica intacta. “Voltei a participar, porque aqui sempre foi minha segunda casa. Tento passar um pouquinho do conhecimento que adquiri, arrumar uma forma de ajudar todos que estão aqui”, disse o estudante.

O estudante jogou em Santo André e conheceu a rotina profissional de um atleta (Foto: IPM/Divulgação)

“O que tento transmitir para os educandos é a importância de pensar e agir como uma família, de ajudar o próximo. Somos todos amigos aqui. Não podemos ter rivalidade. O cooperativismo é muito importante e os educandos absorvem bem isso. É claro que é uma responsabilidade para mim, mas ver que eles seguem os passos que apontamos, é algo gratificante. Sempre serei grato por tudo que o IPM fez por mim e pela nossa região. Sem as atividades, tudo teria sido diferente. O Instituto Passe de Mágica foi como um roteirista na minha vida”, finalizou.

Os núcleos do IPM são mantidos com recursos via Lei de Incentivo ao Esporte, na esfera federal, o que possibilita o patrocínio da Caterpillar, Drogasil, Grupo Aliança, IBM, Klabin, Portocred, Sabesp e Via Varejo. O IPM recebe apoio institucional da Nike e Laureus Foundation.

Voltar