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Judô

‘O mundo em que nós vivemos precisa de paz’

Irmãos, Danilo e Danielle são frutos da proposta de formação pelo esporte

Danielle Franck e Danilo Franck, alunos de judô da academia Heisei
Danielle e Danilo Franck são alunos de judô da academia Heisei, em Piracicaba (Foto: Líder Esportes)

Danilo Pereira Franck completa 10 anos em novembro. A irmã dele, Danielle, faz 12 no mês que vem. Os dois têm características diferentes no que diz respeito ao comportamento. Em comum, a paixão pelo judô. Há cerca de quatro anos, treinam juntos. Ele está na faixa amarela; ela, mais avançada, está na laranja. Mas, foi Danilo quem chegou primeiro ao tatame. Danielle viu e gostou. “Eu tenho força, mas nunca briguei com ninguém. O judô exige força, habilidade e sabedoria”, diz a menina. O irmão dela é rápido, mas não foi a velocidade que o levou à arte marcial.

“No começo, eu era ‘apronteiro’ e gostava muito de faltar. Sempre inventava dor de barriga (risos)”, contou Danilo, que não tinha hiperatividade, mas se define como ‘elétrico’. “Eu era muito elétrico: corria, pulava e brigava bastante na escola. Agora sou menos agitado. Aprendi isso com o judô. Comecei a gostar na faixa azul. Foi aí que eu percebi que iria aprender golpes novos e fui me interessando. Foi bem legal”, completou o garoto. Danielle, ao contrário do irmão, prestava mais atenção nas orientações.

“Eu nunca fui agitada, preferia prestar atenção no que o sensei ensinava. Eles (professores) sempre chamam para participar de competições em cidades da região e eu me interessei. Me sinto especial com o convite. Desde o início, achei que poderia evoluir no judô e nunca pensei em desistir. Meu avô sempre me chama para ver quando algum judoca aparece na TV e eu fico admirando. Gosto de saber o que vou aprender mais à frente. Procuro melhorar a cada treino e sou muito mais comportada que meu irmão (risos)”, brincou.

Danielle Franck e Danilo Franck, alunos de judô da academia Heisei

Após iniciarem no judô, os irmãos notaram melhorias em situações cotidianas (Foto: Líder Esportes)

A dupla treina na academia Heisei/Atmosphera, em Piracicaba, com os professores Beninho e Rene Mattos. A filosofia de trabalho implementada por eles passa pela formação humana através do esporte. O tatame, assim, deixa de ser visto apenas como palco para conquista de medalhas e passa a ser uma extensão da vida cotidiana. A evolução dos irmãos é nítida. “O Danilo é um menino que não parava, que não prestava atenção. Nós começamos a trabalhar com ele o aspecto da disciplina e do foco, sempre através do judô. Com isso, você melhora também o rendimento escolar, o respeito em casa. Para ele, foi muito bom”, explicou Beninho.

Para a Danielle, o ganhou foi diferente segundo o sensei. “A melhora dela foi na coordenação motora. No judô, os movimentos são todos criados e nós trabalhamos esses movimentos nos exercícios. A Dani tem grande habilidade. O judô ensina bastante no que diz empenho, raça. Não dá para fazer corpo mole. Aqui, nós não passamos a mão na cabeça. Os alunos precisam aprender a se preparar, assumir as responsabilidades e a não desistir, o que é algo fundamental. O que aprendemos dentro do tatame serve para levar para a vida. É formação”, apontou o sensei.

Perguntados sobre como imaginam o futuro no esporte, os irmãos garantem que não irão aposentar os quimonos tão cedo. E, do alto de suas convicções, deixam uma reflexão. “Eu acho que é uma coisa que vou levar para o resto da vida. Eu brigava bastante com a minha irmã (risos), mas vejo ela crescendo e quero chegar nela, sabe? O mundo que a gente vive tem muita guerra e o judô é uma chance de para espalhar a paz. Quero aprender para depois ensinar”, disse Danilo. “O judô é um caminho de paz que você leva para sempre”, finalizou Danielle.

Danielle Franck e Danilo Franck, alunos de judô da academia Heisei

Danilo e Danielle posam para foto com os professores Beninho e Rene Mattos (Foto: Líder Esportes)

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