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Aikidô

‘O foco é aperfeiçoar as atividades de base’

Escola Aiki Kaizen de Piracicaba reforça o bom trabalho com crianças

Roney Rodrigues Filho, técnico de aikidô na Escola Aiki Kaizen
O sensei Roney Rodrigues Filho, em atividade na Escola Aiki Kaizen de Aikidô (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

A Escola Aiki Kaizen de Piracicaba realiza neste fim de semana o estágio de aikidô com os professores e fundadores do espaço, Roney Rodrigues Filho e Luciano van den Broek. A atividade acontece nesta sexta-feira (30) e sábado (31), e está com as inscrições esgotadas. O evento coloca ponto final no primeiro semestre de 2018, ano em que pela quarta vez consecutiva Piracicaba irá receber Seminário Internacional, com o sensei Vu Ha, instrutor chefe do Boston Aikikai, nos EUA. O foco do trabalho desenvolvido na cidade, porém, é com as crianças. Atualmente, a Escola Aiki Kaizen conta com 63 crianças e adolescentes, na faixa etária dos 4 aos 14 anos de idade. Nesta entrevista, o sensei Roney Rodrigues Filho contou sobre as dificuldades, os objetivos e os pilares adotados com a ‘molecada’. Confira:

PLANEJAMENTO

“O foco está no trabalho com as crianças, o que é fundamental em todos os sentidos. Nós queremos aperfeiçoar as atividades de base. Nos preparamos durante dois anos e antecipamos o início do trabalho. Antes, começávamos com crianças a partir dos 5 anos de idade. Hoje, nós iniciamos com crianças de 4 anos. Buscamos a formação de caráter, com disciplina, respeito e extravasando energia”.

PRIORIDADES

“O que nós queremos é que a família participe da vida da criança que pratica aikidô. É uma ação conjunta. O objetivo não é apenas trazer uma criança de 4 anos para cá, mas sim puxar a família para o dojo. Para que isso aconteça, é importante haver comunicação. Além disso, nós também procuramos visitar as escolas para conversar com coordenadores, diretores e professores sobre o comportamento das crianças. O aikidô não pode andar separado desses dois pilares: escola e família. Não adianta ser um ótimo aikidoca e ter um rendimento negativo na escola ou uma relação de desobediência com os pais”.

As pessoas chegam aqui com formações diferentes, mas a busca é sempre pela harmonia

DIFICULDADES

“A maior dificuldade é o tempo que uma criança tem hoje para se dedicar às atividades extras. O aikidô teria de se encaixar pelo menos duas vezes por semana. A gente tem que encontrar essa brecha. O nosso trabalho é voltado para três pilares: aikidô, escola e família, com os três trabalhando juntos e falando a mesma língua. Isso implica em mais uma dificuldade: às vezes, a comunicação que existe aqui é diferente de lá fora”.

COMPETITIVIDADE

“É uma questão de perfil. Existem crianças que são competitivas, porém, aqui nós exploramos essa busca pela competição de maneira pessoal, ou seja, a cada dia essas crianças terão de superar elas mesmas. É preciso treino para conseguir evoluir. Eu vejo isso como uma competição positiva. Por outro lado, há crianças que não são competitivas e nós temos de motivá-las ao crescimento. O tratamento tem de ser individual”.

OBJETIVO

“As pessoas chegam aqui com formações diferentes, problemas e ideologias distintas, mas a busca e o caminho são os mesmos, sempre pela harmonia. O aikidô serviu como ponte para reunir a história de cada um. O progresso na vida se dá pela harmonia e o resultado é semelhante. Nós sempre dizemos que o dojo é a extensão da casa do aikidoca. A mente precisa estar concentrada no treino e não há outra forma de conseguir o objetivo além de transpirar”.

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