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Opinião

O basquete precisa de ajuda

Foto: Arquivo/Adilson Zavarize/Divulgação

Acompanhei duas partidas do XV de Piracicaba no Waldemar Blatkauskas pelo Campeonato Paulista: diante do Pinheiros e de Franca. Apesar de os rivais serem duas forças do basquete nacional – equipes que, inclusive, lideram o Paulista – pude constatar que o Nhô Quim carece de um grupo mais qualificado e de um melhor preparo físico. Fiquei triste com o que vi; com as limitações do time.

O Alvinegro até comandou o placar durante boa parte das duas partidas, mas acabou cedendo a vitória na última parcial. Ou seja, o time começa bem, com um razoável volume de jogo, marcação satisfatória no setor defensivo e saídas rápidas de contra-ataque. No entanto, me parece que há problemas no fôlego dos atletas, pois nos momentos finais de partida, a equipe cai de produção.

Também entendo que o clube necessita de mais peças de qualidade. Para não fazer só número nas competições que disputa e encarar com igualdade de condições Pinheiros, Franca, Mogi das Cruzes e Paulistano, entre outros, o XV de Piracicaba precisa se reforçar. Precisa pensar grande.

Para que tudo isso aconteça é necessário mais dinheiro, que se traduz em patrocínios financeiros. É importante que as empresas da cidade ajudem o basquete piracicabano. Porque entrar no Paulista só para fazer número não tem sentido. Logicamente, o momento não é bom para a economia do Brasil e, por consequência, para a economia local. Mas merecemos mais que a oitava colocação do Estadual.

O XV ainda tem chances de conquistar vaga no playoff final. Entretanto, a campanha, insisto, é muito fraca – com apenas quatro vitórias e 12 derrotas. Muito pouco. Não honra as tradições da equipe zebrada neste esporte. Isso acaba desanimando o público – que não tem ido aos jogos nem mesmo com portões abertos – e os próprios dirigentes. Só nos resta torcer e esperar por dias melhores, para que o Nhô Quim volte a ser protagonista com a bola laranja.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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