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Opinião

Nunca foi tão fácil!

*Capa: CBF/Divulgação

Sim, há zebra no futebol. Na história temos muitas para contar, inclusive com a seleção brasileira. Porém, vamos combinar: essa Copa América ‘caiu no colo’ no Brasil. Uruguai, Colômbia e Chile, equipes que poderiam complicar para o escrete canarinho, caíram cedo na competição. Assim, sobrou o incrível Peru, que chega à decisão após golear o selecionado chileno por 3×0, nesta quarta-feira (3).

Com esse cenário, ouso dizer que já houve a final da Copa América 2019. Antecipada, entre Brasil e Argentina. Esse sim foi um jogaço, que o time do técnico Tite foi melhor e marcou 2×0 com muita justiça, apesar da ótima atuação dos hermanos, liderados por Messi, que, enfim, jogou bola. Agora, diante do Peru, que tomou cinco na fase de grupos, o favoritismo é todo do Brasil. Porém, encarar um adversário mais modesto é uma ‘faca de dois gumes’ para os brasileiros.

A obrigação por vencer, e vencer bem, pode trazer uma pressão desnecessária neste momento. Já pensou se dá uma zebra do tamanho da América e o Brasil perde em casa? Não tenho a menor dúvida de que um resultado desse custará a cabeça do técnico Tite. Seria um vexame, mais um 7×1, mesmo que o placar seja mínimo a favor dos rivais. O técnico Gareca, desta vez, não deixará o Peru aberto como na primeira partida. Acredito que jogará fechadinho, com Flores na esquerda e Cueva na direita puxando os contra-ataques para a conclusão de Paolo Guerrero.

Sem a bola, serão os 11 atrás do meio de campo. Só assim para tentar algo melhor diante do Brasil. No estilo Paraguai, que por pouco não nos despachou nos pênaltis. Com mais um título da Copa América em casa, o Brasil pavimenta o trabalho para a Copa do Catar, em dezembro de 2022. A partir daí, o problema será a busca por dois laterais (um em cada lado) e pelo menos um zagueiro para rejuvenescer o nosso grupo. Porque com Dani Alves (apesar da fase exuberante) e Filipe Luiz não dá para chegar ao Catar.

Renan Lode, contratado pelo Atlético de Madrid, é um bom nome para a esquerda. Na direita, talvez Militão improvisado. Na zaga, Marquinhos está garantido; falta um companheiro para ele, que, nesse momento, pode ser até Rodrigo Caio. São planos apenas, que só começarão a ser colocados em prática a partir da Copa América garantida. Para isso, precisamos jogar e vencer os peruanos. A decisão a gente confere neste domingo, a partir das 17h, no estádio do Maracanã.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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