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Opinião

Novos tempos, velhos mestres

*Capa: Agência Palmeiras

O futebol está maluco. A ideia de investir em técnicos da nova geração, que começou a ganhar força na temporada passada, me parece que é uma tendência com viés de queda; que perde a força. Pelo menos por enquanto. As vindas de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e Cuca para Palmeiras e Santos, respectivamente, mostram que os dirigentes estão ‘perdidinhos’ em suas convicções.

Vejamos a situação do time paulistano. Depois de a diretoria contratar Eduardo Baptista e Roger Machado, técnicos que gostam de montar times estilo ‘academia’, com dois ou até três meias e que valorizam a posse de bola, agora volta ao bom e velho estilo Felipão: ‘volantes-volantes’, aqueles tipos ‘caçadores de canela’ e centroavantes fixos dentro da área para receber bola aérea vinda dos laterais. O problema é que Felipão não tem mais Arce, o craque das bolas aéreas que brilhou por Grêmio e Palmeiras. E muito menos Jardel, Oséas ou Evair, que tinham como maior qualidade o cabeceio certeiro, mesmo entre os zagueiros adversários.

Já o Alvinegro Praiano aposta em Cuca. Não é tão experiente quanto o pentacampeão, mas tem uma rodagem considerável também. Gosta de seus times no ataque, portanto, é antagônico ao seu antecessor, Jair Ventura, que amava mandar o time para trás. Terá de desconstruir o estigma de time pequeno do qual Jair transformou o Santos para voltar o DNA ofensivo do Peixe.

Só nos resta esperar para ver se a cartolagem acertou ou errou. Acho que ambos podem vencer nestes novos desafios. Felipão tem uma idade avançada (69 anos), é verdade, mas conta com a juventude de Paulo Turra, seu zagueiro durante sua segunda passagem pelo Palmeiras, para ser o ‘copiloto’. Quanto ao Cuca, devemos ponderar dizendo que foi campeão brasileiro há dois anos, em 2016. Por si só, é seu cartão de visitas.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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