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Opinião

Novo time, título inédito

Sou tradicional em quase tudo. Inclusive no futebol. Mas confesso que gostei das mudanças promovidas pelo Athletico-PR. Gostei da mudança do logotipo, do H no nome, da nova camisa e amei a manutenção das cores rubro-negras, que tanto caracterizam o tradicional clube do Paraná. Depois de amar as mudanças feitas, penso que, com a idade chegando, eu estou ficando mais ‘maleável’ ao novo. Eu também apreciei muito as mudanças promovidas pela minha Juventus-ITA, que mudou o seu escudo.

Sim, no futebol também há espaço para os ideais vanguardistas, para a novidade, desde que com muito critério envolvido. Digo isso porque quase surtei quando a Parmalat chegou ao Palmeiras e promoveu aquela ridícula mudança no uniforme do time da Academia. Tudo bem que a empresa italiana ajudou muito o clube, com dinheiro e títulos, mas tirar o lendário verde esmeralda para colocar aquele verde abacate, em listras verticais, foi demais. Para o bem de todos, aquela época acabou e o Verdão voltou a ser Verdão.

Também não aprovo (nem aprovei) as camisas roxa (Corinthians), vermelha (São Paulo) ou azul (Santos). Mesmo que se tenha a justificativa de que são camisas promocionais para vender e fazer caixa, não gostei. Sou tradicional, como disse, então Timão e Peixe devem ser alvinegros e o São Paulo tem de ser tricolor em branco, preto e vermelho. No entanto, as mudanças no ‘Maior do Paraná’ me causaram boa impressão. Ainda mais porque veio com o título da Sul-Americana, nos pênaltis, nesta quarta-feira (12), diante do Junior Barranquilla-COL.

O Furacão, com autoridade, conquistou sua primeira taça continental e deu um salto de qualidade, já que entra para o seleto grupo de times brasileiros com conquistas internacionais. O Athletico-PR já tem ótimo histórico nacional (campeão brasileiro em 2001), um excelente CT (do Caju) e um estádio de primeiro mundo (Arena da Baixada), e agora ganhou o planeta. Vai encarar o River Plate pela Recopa Sul-Americana, jogará a Copa Suruga, no Japão, e ainda vai à Copa Libertadores, em 2019.

Será um calendário farto e cheio de grandes desafios para o Rubro-Negro no ano que vem. Sei que os coxas-brancas, mais conhecidos como torcedores do Coritiba, estão de ‘cabeça-inchada’ com a ascensão meteórica do rival. Porém, a tendência é de mais sofrimento para o torcedor alviverde paranaense. Isso porque 2019 deverá ser, definitivamente, o ano do novo Athletico-PR, que poderá entrar no grupo dos grandes clubes de futebol do Brasil.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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