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Tudo que é novidade, tem o não dos dirigentes do futebol brasileiro. O receio pelo novo é grande e, não aceitando riscos, toda e qualquer proposta diferente que é colocada na mesa de reuniões ou negociações, recebe voto contrário. Foi assim no ano passado. Terminada a Copa do Mundo na Rússia, discutiu-se na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) a implantação do VAR (Árbitro de Vídeo). O assunto entrou em pauta por causa do sucesso no Mundial da Rússia (2018).

A CBF logo anunciou que os clubes teriam que ser parceiros e pagar parte da despesa. Houve uma divisão e o VAR ficou para depois. Agora, sem muita discussão, certo da sua necessidade, a implantação da nova tecnologia foi aprovada. Por unanimidade. A entidade, no entanto, insistiu que não pode assumir sozinha o alto custo. Já os clubes, preocupados com tantas polêmicas provocadas pelas arbitragens, tinham um consenso: não dá mais para abrir mão do árbitro de vídeo.

A CBF vai bancar R$ 31 mil e o clube mandante entrará com os R$ 18 mil restantes. Por jogo. Discutiu-se o local da cabine onde ficará a equipe que comandará o VAR. No ano passado, pensou-se até em um lugar secreto, fora do estádio. Porém, a cabine ficará mesmo no estádio, cabendo ao mandante providenciar um lugar seguro. Quantas câmeras no campo? A CBF ficou de divulgar. Sabe-se, obviamente, que, quanto mais, o preço sobe. Na última Copa do Mundo foram de 33 a 35; na Copa do Brasil de 14 a 16.

A CBF queria limitar a uma troca de um técnico por clube durante a competição. Negativo. Pensou-se no limite de dois técnicos este ano e um em 2020 e novamente os clubes recusaram. Alegaram problemas com possíveis demissões por justa causa ou demissão por decisão do próprio treinador. Consenso: limite de inscrição para 45 jogadores, não havendo restrições, porém, para atletas da categoria de base até 20 anos.

A CBF quer tornar o Brasileiro mais atrativo. Estuda-se prêmios mais altos. Jogo noturno não poderá ter início depois das 21h30. Problema este ano é a Copa América (de 14 de junho a 7 de julho) e por isso, o Campeonato Brasileiro será interrompido. Começa dia 28 de abril e termina em 8 de dezembro.

Em 2020, a CBF quer implantar uma outra novidade: o fair play financeiro que proibirá os clubes de gastar mais do que arrecadam. A apresentação do CND (Certidão Negativa de Débito) passaria a ser obrigatória para participação na competição, com multas altas, por exemplo, no caso do atraso de salários. Cartolas vão aprovar? Quem sabe, mas, novidade sempre os assusta.

Roberto Morais é jornalista e deputado estadual

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