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Aikidô

No tatame, pais e filhos estreitam sintonia

Arte marcial é vivida em clima de família no dojo da Escola Aiki Kaizen

Escola Aiki Kaizen - Aikidô
Pais e filhos, unidos no tatame: arte marcial é vivida em família em Piracicaba (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Comemorado neste domingo (13), o Dia dos Pais marca uma data que é celebrada quase diariamente no dojo da  Escola Aiki Kaizen, em Piracicaba. No tatame, pais e filhos se misturam na busca pelo conhecimento difundido pela arte marcial japonesa. É o caso do engenheiro agrônomo Mauro Osaki, 43, e o filho arthur, 4. Faixa preta (segundo grau), ele conheceu o aikidô na época de estudante, mas teve a oportunidade de praticar apenas quando veio a Piracicaba para fazer o mestrado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). O filho, porém, é precoce na arte.

“Ele treina desde cedo, praticamente desde quando estava no colo (risos), pois eu sempre levei ele aos seminários, por exemplo. Mas, praticando com o grupo, ele começou neste ano. Decidi trazer o Arthur para cá pensando em situações como a disciplina e mesmo a questão de coordenação motora. Naturalmente, ele vai se inserir na busca pelo aprendizado contínuo. No aikidô, ele vai aprender a manejar o conflito sem usar a violência, vai respeitar o próximo. É algo que quero para a formação dele”, contou.

Sandro Morete, 44, é rafardense e está há dois anos no esporte. Antes sedentário,  escolheu o aikidô como atividade física, pois sempre gostou de artes marciais. Hoje, vai ao dojo acompanhado de Lara, 11, e Enzo, 7. “Eu conhecia o aikidô de filmes e certa vez passei em frente ao dojo e parei aqui para treinar. “Antigamente, as crianças brincavam e corriam na rua, algo que hoje não existe. Minha menina já apresentou sinais de colesterol elevado. Por indicação médica, foi solicitada a atividade física. Como eu já treinava, o aikidô foi ideal: participamos em família. E, claro, pelos conceitos que a arte apresenta: disciplina, educação. Além disso, eu comecei tarde e sabemos que é mais fácil quando se inicia jovem. Molda-se a criança, é mais difícil envergar o adulto (risos)”, brincou.

INVERSO

Se Mauro e Sandro trouxeram os filhos para o tatame, no caso do autônomo Renato Repizo, de 39 anos,  há 16 em Piracicaba, o papel foi inverso. Renato treina há um mês, impulsionado pelo filho Nicolas, 6. “Ele estava sedentário e já treina há quatro meses. Na época, estava ficando gordinho e a médica pediu atividade física. Comecei a pesquisar artes marciais e descobri o aikidô. Conheci o dojo, trouxe o Nicolas para fazer aulas experimentais e ele adorou, mas eu também me apaixonei. Além disso, eu também tinha vontade de perder peso. Acho que foi o aikidô que me escolheu, é como se fosse uma família. A relação com meu filho estreitou bastante”, contou Renato.

Richard Ramello, 47, também foi levado ao aikidô pela filha. Profissional na área de TI e manutenção de computadores, ele conhecia o sensei Roney Rodrigues Filho, que, segundo ele, sempre falava sobre a arte. Mas foi um problema de saúde da filha Bianca, 11, que o levou ao tatame. “Qualquer criança hoje consome muitos alimentos com açúcar e ela teve problemas com colesterol. Desde os 4 anos, ela faz balé, mesmo assim, o médico mandou fazer outra atividade física. Como conhecia o sensei, vim para o aikidô e adaptação foi muito rápida e fácil. Ela já pratica há quatro anos e eu estou indo para o terceiro. O tatame chama a gente, não aguentei (risos)”, completou Richard. Diz ele que, no dojo, imperam a amizade, hierarquia e respeito, valores que se alinham perfeitamente à data comemorada neste domingo.

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