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Aikidô

No aikidô por ‘acaso’, Sandra vê arte recuperá-la

Praticante buscava arte marcial para o filho e viu a sua vida tomar novo rumo

Sandra Morotti, praticante de aikidô
Sandra, em treino realizado na última quinta-feira na Escola Aiki Kaizen (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

O aikidô entrou na vida da assistente comercial Sandra Morotti, 33, quando Leonardo completou 7 anos. Na época, ela buscava uma atividade física para o filho, queria que ele tivesse condições de se defender sozinho. Na internet, começou a pesquisar sobre artes marciais, pois nunca tinha tido qualquer contato. Havia uma exigência, entretanto, que dificultava a escolha. “Eu não queria privilegiar a questão da competição, pois a gente já vive em um mundo bastante competitivo”, contou.

Natural de Fortaleza (CE), Sandra vive em Piracicaba há mais de 20 anos. O contato com a Escola Aiki Kaizen, entretanto, se deu por acaso. “O aikidô é a arte marcial que se encaixou mais naquilo que eu procurava e fui atrás de conhecer algumas escolas. Estava difícil encontrar lugar para treinar e conheci a Escola Aiki Kaizen quase sem querer. Fui ao Fórum resolver um problema particular e passei em frente, parei e me encantei completamente”, lembrou. O que prendeu a assistente comercial foi o tratamento recebido.

Sandra viveu uma fase pessoal complicada e teve problemas relacionados à depressão; aikidô ajudou na recuperação

“Eles fizeram toda a apresentação de uma forma bastante acolhedora. Não foi algo simplesmente comercial, você sabe quando a pessoa compra ideia, acredita no que está falando. Foi o que chamou minha atenção. Isso fez toda a diferença. Eu sempre acompanhava as aulas do meu filho, é uma das artes mais difíceis de aprender e a filosofia por trás disso é muito interessante. Há uma preocupação muito além dos movimentos, isso para a criança de fato ser introduzida no universo do aikidô”, afirmou. Sandra começou a treinar após um ano acompanhando o filho, mas pouco depois precisou parar por questões profissionais. A volta aconteceu no último Dia das Mães.

RECUPERAÇÃO

Sandra vivia uma fase pessoal complicada e foi diagnosticada com problemas relacionados à depressão. O retorno ao aikidô, segundo ela, teve peso significativo do ponto de vista psicológico. “Perdi o equilíbrio em algumas situações por conta da depressão. O aikidô contribuiu muito para eu me reencontrar, pois visa bastante a disciplina, a reconquista do equilíbrio. Lógico que não é apenas o aikidô, mas a arte marcial sem dúvida ajudou a me encontrar, está contribuindo bastante”, disse Sandra.

Hoje, ela treina quatro vezes por semana, sempre ao lado do filho. “É um momento de espairecer a mente, todo treino me traz uma renovação muito grande”. No dojo, Sandra também encontra respeito. “Há muito mais homens do que mulheres praticando, mas a relação é super tranquila. O respeito é enorme, sinto um respeito fraternal. Infelizmente, a gente vive em uma sociedade em que falta respeito e acho que isso pesa um pouco para que não haja mais mulheres treinando, mas, se puderem conhecer, valerá muito a pena. O espírito coletivo é muito legal”, completou.

Sandra Morotti, praticante de aikidô

Uma conversa informal acabou proporcionando a oportunidade de voltar a treinar (Foto: Líder Esportes)

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