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Na Bolívia, piracicabano enfrenta rivais e ‘altitude’

Hernani Veríssimo representa o Brasil nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba

Hernani Veríssimo, lutador de karatê da equipe Sport Way Piracicaba
Hernani Veríssimo está recuperando a boa fase após operar o ombro direito (Foto: Líder Esportes)

Durante 14 dias, atletas de 14 países disputarão 376 provas de 49 esportes diferentes em um só lugar: Cochabamba. A cidade boliviana recebe a partir deste sábado (26) a 11ª edição dos Jogos Sul-Americanos, competição poliesportiva mais importante do continente e que reunirá 4.350 representantes de países da América do Sul e do Caribe: Argentina, Aruba, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname Uruguai e Venezuela. O evento terá ainda a presença de 5.000 efetivos policiais, que serão deslocados para garantir a segurança nas 43 praças esportivas disponíveis.

O Brasil terá representantes em 35 modalidades e, em 15 delas, utilizará a competição continental como seletiva para os Jogos Pan-Americanos: atletismo, boliche, ciclismo BMX, ciclismo estrada, ciclismo MTB, ciclismo pista, handebol, hóquei sobre grama, karatê, natação, pentatlo moderno, rugby, tiro esportivo, triatlo e wrestling. A delegação brasileira será formada por 315 atletas, entre eles o piracicabano Hernani Veríssimo, um dos nomes mais importantes do karatê nacional na atualidade.

‘É preciso fazer a leitura correta: bater na hora certa, rodar bastante e respirar para que não haja muito desgaste’

Tricampeão sul-americano, o atleta da equipe Sport Way/Selam/Apreciate/Lourenço Alimentos/Arawaza não terá apenas os oponentes da categoria -75 kg como rivais na luta pela medalha de ouro nos Jogos. A sede do evento, Cochabamba, é a capital da província de Cercado, está localizada no centro do país, tem uma população aproximada de 1,1 milhão de habitantes na região metropolitana e ocupa o posto de terceira cidade mais importante na economia da Bolívia. Mas, para os atletas, o que importa é outra informação: os 2.570 m de altitude.

“A altitude é algo que interfere sim. Para os Jogos, será necessário trabalhar bastante com a cabeça, ser mais inteligente ao longo da competição. Se alguém resolver lutar como normalmente luta, vai passar mal aqui em Cochabamba”, afirmou Hernani, que não faz mistério sobre a estratégia que deverá adotar na Bolívia. “É preciso fazer a leitura correta: bater na hora certa, rodar bastante e respirar para que não haja muito desgaste”, completou o lutador, que representa o Exército Brasileiro.

RETOMADA

Ainda em processo de retomada, após ficar seis meses parado devido à lesão que sofreu no ombro direito, Hernani Veríssimo soma quatro títulos nesta temporada. Além do tricampeonato continental no Equador, o lutador piracicabano venceu o Meeting Nacional da Seleção Olímpica, Sport Way Open e o Campeonato Paulista. “Tenho bastante coisa para melhorar ainda. Estou buscando todo dia atingir o nível que eu quero atingir. Agora, pensando após a recuperação, sim, é o meu melhor momento”, finalizou.

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