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Opinião

Muito dinheiro e pouco futebol

*Capa: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Um time estrelado, com orçamento fabuloso e pouco futebol. A queda era anunciada! Na verdade, o Palmeiras não jogou bola em momento algum nesta temporada. O técnico Cuca, que chegou há cerca de três meses, não conseguiu fazer a equipe ter um padrão tático. Além disso, não existe ainda entrosamento, jogadas ensaiadas, ultrapassagens, nada…

O que se viu quarta-feira, quando caiu na Libertadores diante do Barcelona, do Equador, foi um grupo sem inspiração, sem qualidade. É bola para a correria de Keno, de um lado, e Róger Guedes do outro na tentativa de cruzamento para o limitado Deyverson. E, para piorar, o setor defensivo totalmente exposto, à mercê dos contra-ataques dos equatorianos.

De novidade, somente Moisés. Craque de bola. Cinco meses após sofrer grave lesão no joelho, voltou e deu um pouco de lucidez ao Palmeiras. Tentou cadenciar a partida, tirar a correria e buscar o toque de bola e as infiltrações pelo meio. Foi assim, que marcou seu gol. Iniciou a jogada de contra-ataque com um lançamento de três dedos para Dudu e avançou para receber do atacante palmeirense e fazer o tento da vitória com uma finta desconcertante no zagueiro equatoriano.

Agora, a tendência é a caça às bruxas. A torcida, que cantava que a Libertadores era obsessão, deve marcar em cima o elenco e buscar os culpados. Egidio, não somente pelo pênalti decisivo perdido, mas porque não estava jogando bem, deve ser o primeiro execrado. Borja, maior contratação da história do clube, deverá ser mais uma vítima da fúria da torcida. Fernando Prass, Tchê Tchê, Jean, Edu Dracena e Zé Roberto são outras peças que não funcionaram.

Depois de cair no Campeonato Paulista, Copa do Brasil e, agora, Libertadores, resta o Campeonato Brasileiro. Ou seja, o ano acabou. Afinal, são 15 pontos atrás do líder Corinthians. O consolo (e obrigação) é ficar entre os quatro melhores do Nacional e voltar no ano que vem na fase de grupos da Libertadores. E fazer um planejamento decente para 2018.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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