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Melhor assim

*Capa: AFA/Divulgação

Confesso: torci contra a Argentina. Ver os ‘hermanos’ fora do Mundial da Rússia, em 2018, seria um bom motivo para pelo menos oito meses de zoação. Seria o troco do que fizeram conosco em nossa própria casa, em 2014. Claro que por culpa nossa, que tomamos de 7 a 1 da Alemanha. Porém, a torcida contra foi aquela doentia, de secar cada movimento do time comandando por Lionel Messi. Nem mesmo vi o jogo da Alviceleste. Preferi, é claro, assistir à partida do Brasil diante do Chile no Allianz Parque.

Fiquei ‘zapeando’ ao ponto de conseguir pegar o primeiro gol contra a Argentina, logo no início de jogo. Esse tento me deixou cheio de esperança. Se já seria difícil ganhar do Equador nas alturas de Quito, imagine com 1 a 0 contra logo nos primeiros minutos…  Mas eu não contava com o fator Messi. O sucessor de Di Stéfano e Maradona resolveu acabar com a brincadeira e com o jogo. Contestado pela imprensa portenha, que na semana anterior perguntava “Quem é Messi?” (pelo fato dele ir para a Espanha com apenas 12 anos), o craque do Barcelona decidiu esbanjar toda sua genialidade no momento que mais a Argentina precisava.

Sem dó, colocou uma, duas, três bolas na rede e ‘fechou o caixão’ equatoriano. Calou literalmente os críticos. No dia seguinte, a mesma imprensa que perguntava quem era Messi, estampava em suas manchetes a resposta para a própria pergunta: ‘Messi é Deus’, declararam os jornalistas do país vizinho.

Melhor assim. O genial jogador da Argentina não poderia ficar mesmo fora da festa na Rússia. Tudo bem que outros craques não estarão lá. Mas Lionel não poderia faltar. É disparado o maior de todos na atualidade, apesar de alguns acharem o português Cristiano Ronaldo, e com certeza dará show na terra de Putin. Após o susto, a Argentina chega ‘mordida’ ao Mundial. Podem ter certeza disso! É favorita, ao lado de Alemanha e Brasil. Espanha, Bélgica e França vêm logo atrás. Portugal, Uruguai e Inglaterra formam o terceiro escalão. Os ‘hermanos’ irão com tudo à Rússia, ainda mais depois de ‘conhecerem’, enfim, do que o seu camisa 10 é capaz.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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