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Opinião

Mais um portuga?

*Capa: PAOK/Facebook

Na sexta tentativa, parece que agora vai. O Palmeiras já tem o sim do técnico português Abel Ferreira. Ao que tudo indica, ele irá se apresentar ao Alviverde neste fim de semana, após o último compromisso pela atual equipe, o PAOK, da Grécia, nesta quinta-feira (29), diante do Granada-ES, pela Liga Europa. Depois de descartar – ou ser descartado – por Miguel Ángel Ramírez, Gabriel Heinze, Sebastián Beccacece, Ariel Holan e Quique Setién, o Palmeiras vai apostar na boa e velha escola portuguesa. A mesma que fez extremo sucesso com Jorge Jesus e naufragou com Jesualdo Ferreira.

A grande dúvida que o torcedor tem agora é saber se o novo comandante terá a competência de Jesus ou a inconstância de Jesualdo. Ex-jogador, Abel Ferreira começou a carreira fora das quatro linhas em 2011, nas categorias de base do Sporting. Permaneceu no clube de Lisboa até 2014. Em 2015, assumiu posto no Braga B, onde ficou até 2017, ano em que foi promovido ao time A e ganhou a primeira chance com um elenco da elite portuguesa. Em 2018, Ferreira levou o Braga a uma campanha histórica, alcançando o maior número de pontos, gols e vitórias em uma temporada.

O técnico lusitano, no entanto, vai custar caro aos cofres alviverdes. Para contratar Ferreira, o Palmeiras terá de pagar uma multa contratual de aproximadamente R$ 16 milhões – o Verdão negocia o valor – e ainda pagar um salário na casa do R$ 1 milhão por mês, o mesmo que ele ganhava no PAOK.  Só em termos de comparação, o técnico Miguel Ángel Ramírez, a primeira opção da diretoria, aceitou ganhar cerca de R$ 600 mil por mês. Só não fechou o negócio por que ele queria assumir o clube paulista em janeiro, após o término do contrato com o Independiente Del Valle.

A vinda de Ferreira contempla o que a diretoria do Palmeiras sempre quis: um técnico de fora do Brasil. Será dado a ele tempo e uma infraestrutura invejável para trabalho, além, é claro, de um excelente salário. Se vai dar certo? Só teremos essa resposta em meados de fevereiro, quando estarão encerrados Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Aí saberemos se o investimento teve retorno pretendido, ou seja, com faixas de campeão.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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