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Mais do que objetivo, XV encara um desafio

*Capa: Michel Lambstein

A Série A2 do Campeonato Paulista começa domingo (28) para o XV de Piracicaba, às 10h, fora de casa, contra o Sertãozinho. Ao contrário de edições anteriores, quando a preparação podia ser observada com maior reparo, a pandemia da Covid-19 impediu acompanhar a atual pré-temporada com proximidade. Não dá para embasar sólidos argumentos sobre o padrão de jogo, as carências e as virtudes da equipe de Moisés Egert. A avaliação inicial cruza, estatisticamente, os registros dos jogos-treinos e a provável escalação que o treinador mandará a campo neste fim de semana.

O que os testes e as informações em off deixam claro é que Moisés apostará novamente pela iniciativa, ou seja, o XV será ofensivo. Novidade zero para quem testemunha a carreira do técnico. A possível formação para a primeira rodada contribui com essa linha de raciocínio: Matheus Nogueira; Cleiton Savedra, Renan Dutra, Adalberto e Ronaell; Baraka, Gustavo Hebling e Mazinho; Jean Dias, Marlyson e Bruninho. As dúvidas são duas: Maicon Souza e Érison poderiam ocupar as vagas de Gustavo Hebling e Bruninho. A apuração é do repórter Marcelo Sá.

A capacidade ofensiva é maior se comparada aos anos anteriores. Em quatro jogos-treinos realizados, mesmo que jogos-treinos não sejam parâmetro ideal para medir o potencial de uma equipe, o Alvinegro marcou 11 gols, média de quase três por partida. O contraponto é defensivo, pois o Nhô Quim foi vazado em dez ocasiões, número que também chama a atenção. A contratação de Adalberto parece acertadíssima – certezas, apenas quando a bola rolar. Sinto a falta, porém, de mais uma peça para o setor, necessidade que não vejo tão urgente em relação ao tal ’10’. A forma de jogar escolhida por Moisés não privilegia exatamente essa posição.

O XV, mais uma vez, figura como candidato ao acesso. A tarefa é gigantesca, tanto do ponto de vista esportivo quanto da saúde financeira. O projeto que começou há cinco anos com Celso Christofoletti e que depois passou por Arnaldo Bortoletto, agora é encabeçado por Rodolfo Geraldi. Mais do que um objetivo, subir é uma questão de honra nos arredores do Barão da Serra Negra. A expectativa é proporcional à desconfiança, não dá para negar. Superar a barreira das semifinais, uma cicatriz psicológica que foi construída nas últimas três temporadas, é o grande desafio do time piracicabano em 2021. Moisés, dez anos atrás, descobriu o caminho.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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