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Lutas

Lutando pela vida, Gedalio aprendeu amar a luta

Hoje atleta, ele deixou a Paraíba e veio a Piracicaba em busca de oportunidades

Gedalio Lima, atleta de jiu-jitsu
Gedalio Lima, durante um treinamento de jiu-jitsu na academia Sport Way (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Em busca de melhores condições para ele e para a família, o paraibano de São José de Piranhas, Gedalio Lima, 28, se acostumou desde cedo a lutar e foi justamente lutando que ele se encontrou. Praticante de jiu-jitsu, muay thai e MMA (sigla em inglês para artes marciais mistas), o atleta, que vive em Piracicaba desde 2009, se aperfeiçoa com o máximo afinco no tempo disponível, o qual ele divide entre um projeto social, o trabalho como conferente de qualidade e a busca por patrocínios.

“Vim para Piracicaba com o objetivo de conseguir um bom emprego e assim poder enviar dinheiro para a minha mãe na Paraíba. Depois de algum tempo, fui contratado por uma empresa e pude trazer a minha esposa para cá. Após ser dispensado do primeiro trabalho, cortei cana e agora estou em outra empresa, a qual sou muito grato, pois sabemos como anda a situação do desemprego no país”, disse Gedalio, que tem familiares que vivem em Piracicaba, o que pesou na escolha da mudança para o interior de São Paulo.

Gedalio veio a Piracicaba em busca de melhores condições de vida e acabou se apaixonando pelas artes marciais

Em 2014, após cinco anos na cidade, ele encontrou e se apaixonou pelas artes marciais. “Na época, eu não estava bem psicologicamente, e fui atrás de algo que pudesse extravasar a minha adrenalina. Foi então que, por iniciativa própria, comecei a treinar muay thai na academia Inside, que fica perto de onde morava, com o professor Lukas Bueno. Ele me incentivou a disputar algumas competições da modalidade e, com o tempo, me indicou também o jiu-jitsu”, lembrou.

A partir de então, teve início um verdadeiro ‘caso de amor’. Atualmente, Gedalio Lima intercala treinamentos de jiu-jitsu, na academia Sport Way, com o mestre Cristiano Clazzer; de muay thai, com o professor Marcos Alves, na Alves Fight Team; e de MMA, com o mestre Felipe Vidal, que possui uma academia com o seu nome. “Hoje, lutar é minha vida e pretendo seguir assim enquanto tiver forças”, falou o atleta, que visa, neste momento, três competições.

No horizonte, dois torneios de jiu-jitsu: a Copa Kings Especial Series 8, que acontece no dia 10 de junho, no Ginásio de Esportes Roberto Polati, em Americana, e a World Cup, a primeira edição da Copa do Mundo da modalidade, que será realizada nos dias 23 e 24 do mesmo mês, no Club Municipal, na Tijuca, Rio de Janeiro. Além disso, Gedalio Lima, que compete entre os pesos leves, será um dos postulantes ao título do torneio de MMA que Vidal organizará.

DIFICULDADES

Os custos com os campeonatos, que incluem transporte, alimentação, taxa de inscrição e outras despesas, são pagos com muito esforço pelo lutador. “O Brasil atravessa um momento complicado, o que afeta a todos. Mesmo assim, não desisto do meu sonho de me tornar atleta profissional de MMA e contar com patrocinadores, que pudessem me auxiliar neste sentido, o que faria toda a diferença. Isso interfere demais nos combates. Desde a preparação para os torneios, que devem incluir uma boa suplementação, até as demais taxas que tenho que arcar”, falou.

Em meio a tantas atribuições em sua agitada rotina, Gedalio ainda reserva um instante da semana para compartilhar o seu aprendizado, adquirido nos anos praticando muay thai. As aulas, que contam atualmente com 22 alunos, acontecem aos sábados pela manhã, na Escola Estadual Professora Mirandolina de Almeida Canto, e são totalmente gratuitas. “Está aberta a todos que queiram conhecer um pouco mais e praticar esta luta. Minha intenção é contribuir com o lado social e difundir os benefícios do esporte”, concluiu.

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