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Liga Mundial realiza primeira etapa desde início da pandemia

Evento em Istambul antecede decisiva etapa de Marrocos; piracicabanos representam a seleção

Valeria Kumizaki e Vinicius Figueira, atletas da seleção brasileira de karatê
Valeria Kumizaki e Vinicius Figueira representam o Brasil na Liga Mundial de Karatê (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

Após dez dias treinando em Arandjelovac, na Sérvia, a seleção brasileira de karatê embarca nesta quarta-feira (10) para Istambul, na Turquia, que será palco para a primeira etapa da Premier League, a Liga Mundial de Karatê, desde o início da pandemia da Covid-19, em março do ano passado. O evento, que não terá presença de público, colocará em prática o protocolo desenvolvido pela Federação Mundial de Karatê (WKF, na sigla em inglês), o qual incluirá testes RT-PCR. O Brasil será representado pelos atletas Valeria Kumizaki (-55 kg) e Vinicius Figueira (-67 kg), que entram no tatame na sexta-feira (12).

“É um evento que está recheado de cuidados em relação à Covid-19 e será um teste importante para a próxima etapa da Liga Mundial, no Marrocos. Istambul marca o retorno após um longo período sem competições oficiais, acredito que será importante nesse processo de retomada”, afirmou o piracicabano Diego Spigolon, treinador da seleção brasileira. Além do técnico, a comissão que viajou para a Europa tem mais uma representante de Piracicaba: a fisioterapeuta Charlini Hartz.

O evento na Turquia não vale pontos para o ranking olímpico, mas antecede a etapa de Marrocos, que será a última classificatória para os Jogos de Tóquio. Atual quarto colocado no ranking da categoria -67 kg, Vinicius Figueira terá ‘confronto direto’ pela vaga olímpica contra o egípcio Ali Elsawy, que hoje ocupa o quinto lugar – o lutador que chegar mais longe no torneio carimba o passaporte para o Japão. Perguntado sobre as expectativas para a retomada da Liga Mundial, Spigolon ressaltou o cenário atípico, mas espera encontrar bom nível de karatê em ambas etapas.

“É muito difícil fazer qualquer projeção. Nós esperamos um alto nível, com atletas bem treinados. Acredito que encontrar um cenário em que todos se dedicaram muito no período de pandemia, com dificuldades no início, mas sem ficar parado no tempo. São os melhores do mundo reunidos. Além da preparação física e técnica, o período pôde ser aproveitado para corrigir falhas. O calendário internacional do karatê não tinha, por exemplo, um intervalo para corrigir detalhes ou a recuperação de lesões. Acredito que vamos ter um evento de alto nível”, concluiu o treinador.

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