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Muay Thai

Lesão interrompe luta de piracicabana em Extrema

Joyce Franca vencia o combate, mas golpe impede continuidade por precaução

Uma lesão sofrida no terceiro round impediu a lutadora piracicabana Joyce Franca de encerrar o combate contra Pâmela Fernandes, realizado neste domingo (3), em Minas Gerais, pela 3ª Copa Extrema de Muay Thai. Em superluta válida pela categoria 52 kg, a atleta da equipe Inside Lukas Bueno levou vantagem sobre a adversária nos dois primeiros assaltos, mas recebeu uma cotovelada na cabeça. O local da pancada inchou e, por decisão médica, a luta foi paralisada.

“A Joyce vinha realizando uma excelente luta, mas a cotovelada deixou um ‘galo’ na testa que impediu continuar por precaução. Ela estava ganhando, vinha bem, mas o ‘galo’ ficou enorme. Não havia ambulância no local, apenas uma enfermeira. Nós ficamos preocupados e resolvemos parar. A vitória acabou sendo para menina (Pâmela), mas o importante é que a Joyce está bem”, disse o técnico Lukas Bueno, que elogiou a atleta em cima do ringue. “Ela melhorou muito em relação à última luta”, completou.

PERFIL

Além de atleta, Joyce é balconista de padaria e tem uma rotina diária intensa: ela acorda diariamente às 5h e sai do trabalho às 14h, quando inicia os treinos. Depois, vai a Rio das Pedras para o segundo período de treinamento. Ela chega em casa por volta das 22h30. Criada apenas pela mãe, Joyce mora com uma amiga há quase dois anos. Antes, viveu um relacionamento conturbado, no qual sofreu agressões físicas. “Não foi nada fácil para mim. O que eu sofri gerou uma mágoa, uma raiva dentro de mim, mas eu aprendi a descarregar nos treinamentos”, relatou.

Perguntada sobre quais objetivos espera atingir, a piracicabana revelou o desejo de lutar na Tailândia, berço do muay thai. “Poucos atletas chegam lá. É um objetivo e sei que estou apenas começando”, contou. Para alcançar a meta, ela conta com o suporte do treinador, que também funciona quase como psicólogo em situações de dúvida. “De vez em quando, questiono se sou capaz. Antes de ir para luta, você pensa em várias coisas. O papel do treinador é fundamental para esquecer tudo e concentrar na luta. A ansiedade existe, valorizo as minhas conquistas, mas quero mais. Acredito que sou capaz de ir mais longe”, finalizou.

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